Embarques somaram 2,38 mil toneladas entre janeiro e setembro de 2026, movimentando US$ 14,6 milhões. Volume cresceu 17,7% em relação ao mesmo período do ano passado, reforçando a presença capixaba no mercado internacional.
O Espírito Santo ampliou sua participação no mercado internacional de produtos derivados do cacau. Entre janeiro e setembro de 2026, o Estado exportou 2,38 mil toneladas de chocolates e preparados com cacau, movimentando US$ 14,6 milhões em negócios.
Os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) apontam crescimento de 17,7% no volume exportado em comparação com os nove primeiros meses de 2025. Em valores financeiros, a expansão foi mais moderada, de 1,8%, indicando que o aumento da quantidade comercializada não foi acompanhado na mesma proporção pelo faturamento.
Com esse desempenho, chocolates e preparados com cacau alcançaram a sexta posição entre os principais produtos do agronegócio capixaba destinados ao mercado externo em 2026.
Maior volume, mas menor preço médio
Apesar do avanço nas exportações, o levantamento revela um desafio para o setor: o preço médio por quilo caiu 13,6%, passando de US$ 7,11 para US$ 6,14.
Segundo análise do Observatório do Connect Fecomércio-ES, a redução pode estar relacionada à composição dos produtos comercializados, aos mercados de destino e às condições negociadas internacionalmente. O resultado demonstra que ampliar o volume de vendas é importante, mas também é necessário aumentar o valor agregado dos produtos capixabas.
Espírito Santo é o terceiro maior produtor de cacau do Brasil
Além da presença no comércio exterior, o Estado ocupa posição de destaque na produção nacional de cacau. Dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, do IBGE, apontam uma produção de 13.306 toneladas de amêndoas, distribuídas em aproximadamente 16,1 mil hectares.
O resultado coloca o Espírito Santo na terceira posição entre os maiores produtores brasileiros, atrás da Bahia e do Pará, respondendo por aproximadamente 4,2% da produção nacional.
Linhares lidera a produção estadual, com 8.321 toneladas, equivalente a 62,5% do total capixaba. Na sequência aparecem Rio Bananal, Colatina, São Mateus e Pancas.
Agregação de valor é o caminho para crescer
O fortalecimento da cadeia produtiva passa não apenas pela ampliação das lavouras, mas também pelo processamento da matéria-prima dentro do próprio Estado.
Investimentos em tecnologia, qualidade das amêndoas, fermentação, secagem, rastreabilidade e fabricação de chocolates especiais podem ampliar a competitividade dos produtos capixabas e abrir novas oportunidades comerciais.
O desempenho das exportações confirma o potencial do Espírito Santo tanto na produção agrícola quanto na transformação industrial do cacau. O desafio agora é converter o crescimento dos embarques em maior rentabilidade para produtores e agroindústrias.
Fonte: Seag, IBGE, Connect Fecomércio-ES e levantamento publicado pela ES Brasil em 2 de novembro de 2026.





















