Rochas brasileiras foram tachadas novamente após investigação dos USTR. – Foto: Centrorochas
O setor brasileiro de rochas naturais, um dos segmentos mais importantes da economia do Espírito Santo, acompanha com cautela a definição das novas regras de importação dos Estados Unidos. A preocupação aumentou após a inclusão de produtos do setor nas medidas tarifárias adotadas pelo governo norte-americano.
O Espírito Santo ocupa posição de destaque nesse mercado e responde por uma parcela expressiva das exportações brasileiras de rochas para os Estados Unidos. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 795 milhões em rochas naturais para o mercado norte-americano, sendo que o Estado foi responsável por quase 80% desse volume.
Regulamentação é aguardada pelo setor
Mais do que o percentual da tarifa, empresas e entidades representativas aguardam a regulamentação da U.S. Customs and Border Protection (CBP), órgão responsável pela aplicação das regras alfandegárias nos Estados Unidos. A definição dos procedimentos deverá esclarecer como as novas tarifas serão calculadas e quais produtos estarão efetivamente sujeitos à cobrança.
A entrada de materiais como quartzito na relação de produtos atingidos também passou a preocupar o segmento, especialmente porque os Estados Unidos são o principal mercado externo para as rochas brasileiras.
A nova realidade pode pressionar a competitividade das empresas brasileiras diante de fornecedores de outros países que disputam o mercado norte-americano. O setor capixaba, por sua forte concentração nas exportações para os EUA, está entre os mais diretamente expostos às mudanças.
Mercado americano é estratégico para o Espírito Santo
A relação entre o setor capixaba de rochas ornamentais e os Estados Unidos é histórica. Dados do setor mostram que, em 2024, o mercado norte-americano respondeu por 56,3% das exportações brasileiras de rochas naturais, movimentando US$ 711,1 milhões. Desse total, o Espírito Santo concentrou 82,3%, com US$ 672,4 milhões destinados aos Estados Unidos.
Diante do cenário, o setor acompanha as próximas decisões das autoridades americanas antes de avaliar de forma definitiva os impactos sobre preços, contratos, embarques, investimentos e emprego.
Enquanto aguarda as regras de aplicação, a indústria também trabalha na busca por alternativas para reduzir a dependência do mercado norte-americano e preservar a competitividade das empresas capixabas no comércio internacional.

























