Novas autorizações de Bangladesh e Colômbia ampliam oportunidades para exportações de genética bovina, bubalina e produtos destinados a animais de estimação. Porto do Rio de Janeiro (imagem ilustrativa, foto de arquivo) – Foto: Agência Brasil/Tânia Rêgo/Agência Brasil
O agronegócio brasileiro chegou a 721 aberturas de mercado internacional desde janeiro de 2023, após a conclusão de duas novas negociações sanitárias com Bangladesh e Colômbia. As autorizações ampliam as possibilidades de exportação de produtos agropecuários nacionais e reforçam a estratégia de diversificação dos destinos comerciais do Brasil.
Em Bangladesh, as autoridades autorizaram a importação de embriões bovinos e bubalinos, produzidos por técnicas de reprodução in vivo e in vitro, além de sêmen bovino e animais vivos destinados à reprodução e ao melhoramento genético dos rebanhos.
O mercado asiático já possui forte relação comercial com o Brasil. Em 2025, Bangladesh importou mais de US$ 2,66 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para açúcar e outros produtos do complexo sucroalcooleiro, fibras, produtos têxteis e derivados de soja.
A Colômbia, por sua vez, autorizou a entrada de alimentos para animais de companhia, incluindo produtos mastigáveis desidratados de origem bovina e suína. No ano passado, as compras colombianas de produtos agropecuários brasileiros ultrapassaram US$ 873 milhões, com destaque para café, produtos florestais e itens de origem animal.
Expansão internacional
As novas conquistas são resultado de negociações conduzidas conjuntamente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Neste mês, o Brasil já havia alcançado a marca de 700 aberturas de mercado em 99 destinos, entre países e blocos econômicos. Com as duas novas autorizações e outras negociações concluídas no período, o número chegou a 721.
A ampliação do acesso a mercados internacionais busca diversificar as exportações, reduzir a dependência de compradores tradicionais e criar novas oportunidades para produtores, cooperativas e empresas brasileiras.
O avanço também contempla segmentos especializados, como genética animal e indústria de produtos para o mercado pet, ampliando o alcance internacional da produção agropecuária nacional.





















