A Justiça condenou por racismo a professora de Design de Moda, Juliana Maria Zucollotto, por ter proferido uma fala discriminatória contra uma aluna de uma faculdade particular de Vitória, durante aula que aconteceu em junho de 2022.
A professora foi condenada a um ano e nove meses de prisão em regime aberto, convertidos em prestação de serviços comunitários em favor de adolescentes e jovens em situação de risco e vulnerabilidade social, além de 30 dias-multa. Ela também terá que pagar R$ 5 mil de indenização à vítima.
À época da ocorrência, o fato teria acontecido durante uma apresentação da vítima. A professora interveio e deu uma declaração contra tatuagens, dizendo que a “origem é de presidiário” e que elas ficariam ainda piores na pele negra, “pois parece que a pele está encardida”.
Ainda conforme os relatos, a docente teria pedido para que os alunos com tatuagem levantassem a mão. Após a aluna levantar, a mulher teria citado suas características físicas e dito que tatuagem em pele negra parecia encardido. Também afirmou que jamais faria tatuagem em si mesma, dizendo que “quem tem pele marcada é escravo”.
De acordo com a sentença, em ato contínuo, a docente seguiu com as falas racistas e teria constrangido a aluna. Durante a apresentação, ela chegou a perguntar à vítima se ela namoraria um jovem negro com tatuagem. A própria professora respondeu dizendo que não gosta de “pobres e favelados”, mas, sim, da “cultura europeia”.



