Justiça suspende reajuste da tarifa de água em Cachoeiro

Por

Redação

Na última sexta-feira (5), a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim reuniu a imprensa, no Palácio Bernardino Monteiro, para detalhar os desdobramentos da Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) contra a BRK Ambiental. A medida resultou na suspensão judicial do 14º Termo Aditivo ao contrato de concessão, que havia autorizado reajuste de 4% nas tarifas de água e esgoto e antecipação de outorga no valor de R$ 15 milhões.

Estiveram presentes o vice-prefeito Júnior Corrêa, o diretor-presidente da Agersa, Vilson Carlos Gomes, além de vereadores do município.

Segundo a Prefeitura, as investigações tiveram início a partir de auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Município, que identificou indícios de irregularidades no aditivo firmado na gestão anterior. Um estudo técnico da consultoria Houer Concessões, contratada em 2022, havia apontado que a BRK operava com taxa de retorno acima do previsto e que, em vez de aumento, deveria ser aplicado desconto linear de 7,6% nas tarifas. Apesar disso, o aditivo resultou em reajuste e em novos compromissos financeiros desfavoráveis ao município e aos consumidores.

O diretor-presidente da Agersa, Vilson Carlos Gomes, destacou que o contrato de concessão não vem sendo cumprido pela empresa. “Temos hoje milhares de imóveis despejando esgoto sem tratamento, comunidades que sofrem com falta de água e a ausência de investimentos que deveriam ter sido realizados. A Justiça reconheceu que não havia respaldo técnico para o reajuste e que ele representava prejuízo direto ao povo cachoeirense”, afirmou.

O vice-prefeito Júnior Corrêa ressaltou que a Prefeitura não é inimiga da concessionária, mas que irá cobrar rigorosamente o cumprimento das cláusulas contratuais. “Nós reconhecemos que a BRK presta um serviço importante, mas não podemos admitir que o contrato seja desrespeitado. Nossa missão é defender o cidadão de Cachoeiro e garantir que cada real pago em tarifa se reverta em melhorias para a população”, disse.

Na coletiva, Prefeitura detalhou irregularidades praticadas que motivaram a Ação Civil Pública contra a empresa

O prefeito Theodorico Ferraço também se manifestou sobre o caso. “Estamos diante de uma decisão que corrige uma injustiça com os moradores de Cachoeiro. Desde o início da nossa gestão, temos agido com transparência e firmeza para apurar irregularidades e assegurar que o serviço de água e esgoto seja prestado com qualidade e dentro da legalidade. A população pode ter certeza de que estaremos atentos e vigilantes”, afirmou.

A decisão da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, proferida pela desembargadora Janete Vargas Simões, considerou que o reajuste e a antecipação de outorga poderiam causar “grave dano financeiro à população” e violar princípios da moralidade administrativa e da modicidade tarifária.

Com a suspensão, a tarifa volta ao valor anterior ao reajuste, evitando, segundo estimativas técnicas, prejuízo de mais de R$ 30 milhões aos usuários. A Agersa já solicitou à consultoria Houer uma nova revisão do contrato, que deve resultar em exigência de investimentos não realizados e na redução das tarifas em benefício da população.

Durante a coletiva, vereadores também não descartaram a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para aprofundar as investigações sobre a celebração do aditivo e responsabilizar os envolvidos.

Mais Notícias

Justiça

Ministério Público Eleitoral recusa recurso de Marcos Assad em AIJE

Justiça

Tribunal italiano encerra audiência sobre extradição de Zambelli

Justiça

Após vazamento, decisão judicial paralisa atividades da Vale em complexo de MG

Justiça

Medida judicial impede que Câmara de Anchieta faça novas nomeações em cargos comissionados

Justiça

Itália julga extradição de Carla Zambelli, nesta terça-feira

Justiça

STF retoma julgamento do marco temporal na segunda-feira

Justiça

STF rejeita tentativa de reverter posse de Dorlei em Presidente Kennedy

Justiça

Preso por golpe de estado, general Heleno diz sofrer de Alzheimer desde 2018

Justiça

Por unanimidade, 1ª Turma do STF mantém prisão preventiva de Bolsonaro

Justiça

Justiça manda ex-vereador Léo Camargo retirar ofensas contra Victor Coelho das redes sociais

Justiça

Eventual condenação por golpe pode levar militares à perda de patentes

Justiça

STF tem segurança reforçada para julgamento de trama golpista

Justiça

BB tomará providências judiciais após ataques bolsonaristas

Justiça

Juristas pedem ao STF responsabilização civil de Eduardo Bolsonaro

Justiça

Jornalista Jackson Rangel e vereador do PL de Vitória são condenados por ataques a juíza

Justiça

Justiça bloqueia R$ 23,8 milhões de suspeitos de fraude contra INSS

Justiça

Mais de 5,3 milhões de eleitores terão título cancelado, informa TSE

Justiça

Novo juiz é designado para comandar a 43ª Zona Eleitoral de Marataízes e Presidente Kennedy

Justiça

STF confirma decisão sobre porte de maconha para uso pessoal

Justiça

Justiça dos EUA proíbe divulgação de relatório sobre supostos crimes de Trump