Flávio Dino pede vista e STF suspende julgamento sobre royalties do petróleo

Por

247

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Threads

Antes da interrupção, Cármen Lúcia votou contra mudanças na divisão das receitas e Dino pediu vistas – Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Flávio Dino pediu vista nesta quinta-feira (7) e suspendeu o julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as regras de distribuição dos royalties do petróleo entre estados produtores e não produtores. Antes da interrupção, a relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, havia votado contra a ampliação da distribuição dos royalties prevista na Lei 12.734/2012, que alterou a partilha das receitas da exploração de petróleo e gás natural entre União, estados e municípios. As informações são da CNN Brasil.

Ao analisar as ações apresentadas por Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, a ministra defendeu a manutenção de critérios que priorizam os entes federativos diretamente impactados pela atividade de exploração. Para Cármen Lúcia, os royalties têm natureza compensatória e devem ser destinados principalmente aos estados e municípios que sofrem os efeitos da atividade petrolífera.

“A compensação financeira deve se vincular não à exploração em si, mas aos problemas que ela gera”, afirmou a ministra durante o julgamento. Ela também destacou que os estados produtores recebem fatias maiores das receitas justamente em razão dos impactos econômicos, ambientais e sociais associados à exploração de petróleo.

O STF analisa cinco ações que questionam dispositivos da Lei dos Royalties, aprovada pelo Congresso Nacional em 2012, que buscou ampliar a participação de estados e municípios não produtores na divisão dos recursos. A aplicação da norma, no entanto, está suspensa desde 2013 por decisão liminar da própria relatora, o que mantém em vigor as regras anteriores de distribuição.

Debate entre estados produtores e não produtores

No julgamento, estados como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo defendem que os royalties possuem caráter compensatório e devem permanecer concentrados nos entes diretamente afetados pela exploração petrolífera.

Esses estados argumentam que a atividade gera pressões adicionais sobre infraestrutura, saúde, segurança e serviços públicos, além de impactos ambientais e econômicos relevantes. O governo fluminense chegou a estimar perdas de aproximadamente R$ 26 bilhões apenas em 2026, caso a nova regra seja aplicada.

Por outro lado, estados não produtores sustentam que os recursos do petróleo pertencem à União e devem ser distribuídos de forma mais equilibrada entre todos os entes federativos.

A Advocacia-Geral da União (AGU) acompanhou a posição dos estados produtores, ao avaliar que as mudanças aprovadas pelo Congresso podem afetar o equilíbrio federativo. Ainda assim, o órgão defendeu que, caso a lei seja considerada constitucional, seus efeitos sejam modulados para evitar impactos fiscais abruptos.

Mais Notícias

Justiça

Líder sindical descumpre decisão judicial e é presa em Vila Velha

Justiça

Ministério Público Eleitoral recusa recurso de Marcos Assad em AIJE

Justiça

Tribunal italiano encerra audiência sobre extradição de Zambelli

Justiça

Após vazamento, decisão judicial paralisa atividades da Vale em complexo de MG

Justiça

Medida judicial impede que Câmara de Anchieta faça novas nomeações em cargos comissionados

Justiça

Itália julga extradição de Carla Zambelli, nesta terça-feira

Justiça

STF retoma julgamento do marco temporal na segunda-feira

Justiça

STF rejeita tentativa de reverter posse de Dorlei em Presidente Kennedy

Justiça

Preso por golpe de estado, general Heleno diz sofrer de Alzheimer desde 2018

Justiça

Por unanimidade, 1ª Turma do STF mantém prisão preventiva de Bolsonaro

Justiça

Justiça manda ex-vereador Léo Camargo retirar ofensas contra Victor Coelho das redes sociais

Justiça

Justiça suspende reajuste da tarifa de água em Cachoeiro

Justiça

Eventual condenação por golpe pode levar militares à perda de patentes

Justiça

STF tem segurança reforçada para julgamento de trama golpista

Justiça

BB tomará providências judiciais após ataques bolsonaristas

Justiça

Juristas pedem ao STF responsabilização civil de Eduardo Bolsonaro

Justiça

Jornalista Jackson Rangel e vereador do PL de Vitória são condenados por ataques a juíza

Justiça

Justiça bloqueia R$ 23,8 milhões de suspeitos de fraude contra INSS

Justiça

Mais de 5,3 milhões de eleitores terão título cancelado, informa TSE

Justiça

Novo juiz é designado para comandar a 43ª Zona Eleitoral de Marataízes e Presidente Kennedy