Flávio Bolsonaro não é renovação, é repetição sofisticada da Velha Política

Por Júlio César Cardoso

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14/10/2026

Júlio César Cardoso

Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú - SC

Flávio Bolsonaro não representa renovação, mas a repetição sofisticada da velha política. Sua trajetória, marcada por rachadinhas, relações com milicianos e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, levanta sérias dúvidas. Somado ao alinhamento com agendas externas, o risco para o Brasil seria ainda maior. Precisamos refletir: queremos aprofundar dependências e escândalos ou buscar caminhos mais responsáveis? Não há mudança real em trocar seis por meia dúzia.

O envolvimento com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, não é um caso isolado, mas parte de um padrão que reforça indícios de práticas questionáveis. Além disso, seu relacionamento com o presidente dos Estados Unidos já produziu prejuízos ao país e, em eventual governo, poderia aprofundar a dependência brasileira em detrimento dos interesses nacionais.

Flávio integra um projeto familiar de poder que há anos parasita o Estado brasileiro. Nessas eleições, desembarcam no Congresso Nacional Michelle Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e o irmão de Jair Bolsonaro, consolidando uma verdadeira dinastia política sustentada pelo Estado e voltada para a perpetuação do poder familiar.

Flávio Bolsonaro é um blefador,  um  camelô que vende mentiras de renovação. Envolvido no caso Master, Flávio tenta vender no segundo turno a imagem de novidade, quando ele e seu pai já militam na política há muito tempo sem apresentar propostas factíveis ao Brasil. Em busca de votos no Rio Grande do Sul, afirmou que quer mudar a Constituição e declarou que o Brasil não vive uma democracia plena — uma afirmação perigosa, vinda de um aspirante ao Planalto cujo pai foi condenado por tentativa de golpe.

Flávio carece de legitimidade e da preparação necessária para assumir a Presidência da República. Se o Brasil já enfrentou enormes desafios sob a liderança de Lula, com o comando de Flávio Bolsonaro os riscos seriam ainda mais profundos, agravados com seus vínculos de escândalos e práticas questionáveis.