Com votação marcada para terça-feira (3), partido oposicionista lidera a preferência nacional e aparece como favorito para conquistar a maioria na Câmara dos Representantes. Mais de 49 milhões de americanos já haviam votado antecipadamente, número que ultrapassou 52 milhões neste domingo.
Os Estados Unidos entram na reta final da campanha para as eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para terça-feira, 3 de novembro, com os democratas em vantagem nas pesquisas nacionais. O resultado poderá alterar o equilíbrio de forças no Congresso americano e representar um importante teste político para o presidente Donald Trump, que tenta preservar a maioria republicana nas duas casas legislativas.
A disputa ocorre em um ambiente de insatisfação de parte do eleitorado com o governo, especialmente em relação ao custo de vida e à situação econômica. Os democratas apostam no desempenho das pesquisas para tentar conquistar o controle da Câmara e avançar também na disputa pelo Senado.
De acordo com a média nacional mais recente do RealClearPolling, os democratas aparecem com 51,4% das intenções de voto, contra 43,2% dos republicanos, uma diferença de 8,2 pontos percentuais.
O levantamento Economist/YouGov também aponta vantagem democrata nas expectativas dos eleitores sobre o futuro controle do Congresso. Para 44% dos entrevistados, os democratas deverão conquistar a maioria na Câmara dos Representantes, enquanto 31% acreditam na permanência do controle republicano.
Senado tem disputa mais equilibrada
A corrida pelo Senado apresenta um cenário menos definido. Na pesquisa Economist/YouGov, 39% dos entrevistados acreditam que os democratas conquistarão a maioria, enquanto 36% apostam na permanência dos republicanos no comando da Casa.
Estão em disputa 35 das 100 cadeiras do Senado e todas as 435 vagas da Câmara dos Representantes. Atualmente, os republicanos mantêm maiorias nas duas casas. Para assumir o controle de ambas, os democratas precisam conquistar três cadeiras líquidas na Câmara e quatro no Senado. Al Jazeera+1
Trump intensifica campanha nos estados estratégicos
O presidente Donald Trump mantém a agenda de mobilização republicana na reta final da campanha. Neste domingo (1º), participa de comícios em Iowa e Kansas, estados onde os republicanos enfrentam disputas mais apertadas por vagas no Senado.
Os dois eventos chegaram a ser cancelados, mas foram posteriormente restabelecidos. A equipe republicana considera que a presença de Trump pode ajudar a mobilizar eleitores conservadores e fortalecer os candidatos apoiados pelo presidente.
A influência dos comícios, entretanto, divide opiniões. Uma pesquisa Economist/YouGov indicou que 31% dos eleitores consideram que as aparições de Trump ajudam os candidatos republicanos, enquanto 33% avaliam que prejudicam. Outros 18% afirmam que não fazem diferença.
O cenário demonstra que a participação direta do presidente na campanha representa uma aposta política, mas não necessariamente uma vantagem eleitoral. Al Jazeera+1
Votação antecipada supera recorde histórico
Um dos destaques desta eleição é o volume de votos antecipados. Mais de 49 milhões de americanos já haviam participado até o levantamento divulgado no sábado (31). Neste domingo, as estimativas mais recentes apontavam que o número havia ultrapassado 52 milhões de eleitores, estabelecendo um novo recorde para eleições legislativas de meio de mandato.
O resultado supera os aproximadamente 45,9 milhões de votos antecipados registrados antes das eleições de 2022, segundo dados do Election Lab, da Universidade da Flórida, citados pela Reuters.
O crescimento da participação é especialmente expressivo em estados com disputas acirradas para o Senado. Al Jazeera+2
Texas concentra atenção na disputa pelo Senado
No Texas, mais de 6,3 milhões de pessoas já haviam votado antecipadamente nos dados divulgados durante a semana. O estado é um dos principais focos de atenção dos democratas, que tentam conquistar uma cadeira historicamente dominada pelos republicanos.
O candidato democrata James Talarico enfrenta o republicano Ken Paxton em uma disputa considerada estratégica para o futuro controle do Senado.
A eleição também registra a participação de eleitores que optaram pelo voto antecipado por correspondência. Entre os nomes citados nesse contexto está o papa Leão XIV, americano nascido em Chicago. AP News+1
Terça-feira será decisiva para Trump
A votação de 3 de novembro será acompanhada de perto não apenas pelos americanos, mas também pela comunidade internacional. Uma eventual vitória democrata em uma ou nas duas casas legislativas poderá dificultar a aprovação de projetos de Trump, além de ampliar a fiscalização parlamentar sobre as ações do governo.
Embora as pesquisas indiquem vantagem democrata, especialmente na disputa pela Câmara, o resultado do Senado permanece incerto e dependerá de confrontos estaduais bastante equilibrados.
O resultado das urnas será, portanto, um importante termômetro da aprovação popular ao governo Trump e poderá redefinir a relação de forças entre a Casa Branca e o Congresso nos dois últimos anos de seu mandato.
Fontes de referência: Al Jazeera, Reuters, Associated Press, RealClearPolling e Election Lab da Universidade da Flórida.





















