Mendonça diz que rejeitará delação de Vorcaro e o acusa de omissão

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DCM

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou a interlocutores próximos que não pretende homologar a delação premiada de Daniel Vorcaro nos termos apresentados até agora. O ministro considera que o dono do Banco Master omite informações sobre agentes políticos. Com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha.

Os anexos da colaboração foram entregues às autoridades na quarta-feira (6). A posição de Mendonça, porém, foi manifestada antes da apresentação formal dos documentos, com base em informações prévias recebidas pelo ministro sobre o conteúdo da delação.

A operação autorizada pelo ministro contra o senador Ciro Nogueira nesta quinta-feira (7) é vista como demonstração de que a Polícia Federal já tem material suficiente para aprofundar investigações contra agentes políticos suspeitos de atuar em favor de Vorcaro. Na avaliação atribuída ao ministro, as informações do ex-banqueiro poderiam ser dispensadas se continuarem insuficientes.

Daniel Vorcaro deixando o Centro de Detenção Provisória em Guarulhos. Foto: Fábio Vieira/Estadão

Com o impasse, Vorcaro pode permanecer preso por mais tempo. Mendonça analisa um pedido da Polícia Federal para que ele volte ao Complexo da Papuda, em Brasília, deixando a Superintendência da PF, onde está detido atualmente.

Caso Mendonça recuse formalmente a homologação, a defesa ainda poderá recorrer à Segunda Turma do STF. O ministro, no entanto, não tem prazo para decidir se aceita ou não o acordo e pode adiar a análise à espera de mudança de postura de Vorcaro.

Uma das expectativas era que Vorcaro detalhasse sua relação com Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Isso ainda não ocorreu na profundidade esperada. Mendonça também já teve discussões duras com a defesa do ex-banqueiro por divergências sobre a colaboração.

No caso de Ciro Nogueira, os dados apresentados por Vorcaro foram considerados aquém do que os investigadores já tinham. A Polícia Federal apura suspeitas de pagamentos mensais feitos por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, inicialmente de R$ 300 mil e depois de até R$ 500 mil, em favor do senador.

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