Ministério Público Eleitoral recusa recurso de Marcos Assad em AIJE

Por

Redação

Marcos Assad sofre mais uma derrota na Justiça Eleitoral

O ex-candidato à Prefeitura de Anchieta, Marcos Assad, voltou a enfrentar revés no campo judicial. Desta vez, o recurso apresentado por sua coligação foi alvo de dura manifestação do Ministério Público Eleitoral, que classificou a iniciativa como de cunho temerário, sugerindo inclusive a aplicação de multa, conforme previsto no artigo 81 do Código de Processo Civil.

A manifestação foi protocolada no âmbito do recurso eleitoral que tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo, dentro de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que já havia sido julgada improcedente em primeira instância.

Tentativa de reabrir o caso foi rejeitada

De acordo com o parecer do Ministério Público, a coligação “Juntos, vamos voltar a dar certo”, ligada a Marcos Assad, tentou reabrir a fase de instrução do processo com a apresentação de novos elementos considerados frágeis e de forma intempestiva, ou seja, fora do momento processual adequado.

Segundo o documento, não houve apresentação de provas novas que justificassem a reabertura da investigação. Pelo contrário, o órgão aponta que houve uma tentativa de “complementar um conjunto probatório insuficiente”, o que não encontra respaldo legal.

O parecer do Ministério Público Eleitoral ainda destaca que os documentos apresentados não possuem relevância jurídica para alterar o resultado do processo, que as solicitações de diligências adicionais carecem de fundamento mínimo e que demonstram insistência em rediscutir matérias já decididas pela Justiça.

Conduta considerada temerária

Em um dos trechos mais contundentes, o Ministério Público Eleitoral afirma que a atuação da coligação ultrapassa o direito legítimo de recorrer, configurando conduta temerária e protelatória.
Diante disso, foi sugerida a aplicação de penalidades previstas no artigo 81 do Código de Processo Civil, que trata da litigância de má-fé — podendo resultar em multa para a parte que utiliza o processo de forma abusiva.

Sem provas de abuso de poder

Outro ponto central destacado no parecer do Ministério Público Eleitoral foi a reafirmação de que não há provas robustas de abuso de poder econômico ou político, tese defendida pela coligação de Marcos Assad.

O Ministério Público reforça que, conforme jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral, esse tipo de acusação exige prova consistente da conduta; Gravidade elevada da acusação e impacto concreto no equilíbrio da disputa eleitoral. No entanto, nenhum desses elementos, segundo o órgão, foi comprovado no processo.

Pedido de não provimento do recurso

Ao final, o Ministério Público Eleitoral reiterou seu posicionamento pelo não provimento do recurso, mantendo a decisão anterior que já havia rejeitado as acusações.

Com isso, Marcos Assad acumula mais uma derrota na Justiça Eleitoral, em um caso que segue reforçando o entendimento de ausência de provas capazes de sustentar as alegações apresentadas durante e após o processo eleitoral.

Veja a Manifestação do Ministério Público Eleitoral na Aije

Mais Notícias

Justiça

Tribunal italiano encerra audiência sobre extradição de Zambelli

Justiça

Após vazamento, decisão judicial paralisa atividades da Vale em complexo de MG

Justiça

Medida judicial impede que Câmara de Anchieta faça novas nomeações em cargos comissionados

Justiça

Itália julga extradição de Carla Zambelli, nesta terça-feira

Justiça

STF retoma julgamento do marco temporal na segunda-feira

Justiça

STF rejeita tentativa de reverter posse de Dorlei em Presidente Kennedy

Justiça

Preso por golpe de estado, general Heleno diz sofrer de Alzheimer desde 2018

Justiça

Por unanimidade, 1ª Turma do STF mantém prisão preventiva de Bolsonaro

Justiça

Justiça manda ex-vereador Léo Camargo retirar ofensas contra Victor Coelho das redes sociais

Justiça

Justiça suspende reajuste da tarifa de água em Cachoeiro

Justiça

Eventual condenação por golpe pode levar militares à perda de patentes

Justiça

STF tem segurança reforçada para julgamento de trama golpista

Justiça

BB tomará providências judiciais após ataques bolsonaristas

Justiça

Juristas pedem ao STF responsabilização civil de Eduardo Bolsonaro

Justiça

Jornalista Jackson Rangel e vereador do PL de Vitória são condenados por ataques a juíza

Justiça

Justiça bloqueia R$ 23,8 milhões de suspeitos de fraude contra INSS

Justiça

Mais de 5,3 milhões de eleitores terão título cancelado, informa TSE

Justiça

Novo juiz é designado para comandar a 43ª Zona Eleitoral de Marataízes e Presidente Kennedy

Justiça

STF confirma decisão sobre porte de maconha para uso pessoal

Justiça

Justiça dos EUA proíbe divulgação de relatório sobre supostos crimes de Trump