Usuárias do SUS capixaba começam a receber o implante contraceptivo Implanon

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REDAÇÃO

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O Espírito Santo avança em mais uma importante fase na saúde pública, em especial à saúde da mulher capixaba. Nesta sexta-feira (06), a primeira usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) recebeu o Implante Subdérmico de Etonogestrel, implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel conhecido como Implanon. A ação aconteceu no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (HUCAM), em Vitória, como fase de finalização do segundo período prático da 2ª etapa de capacitação dos profissionais de saúde, seguindo o cronograma nacional do Ministério da Saúde para a incorporação do método ao SUS.

O processo de incorporação no Estado teve início em novembro passado, quando recebeu a 1ª etapa com a oficina de qualificação, que, entre outros objetivos, visou qualificar os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) para inserção, manejo e acompanhamento do Implanon.

A primeira usuária a receber o método contraceptivo foi a esteticista Thamires Fonte da Silva, de 26 anos. A jovem contou que teve os dois filhos de forma planejada e que, após o nascimento do mais novo no final do ano passado, decidiu junto ao marido que não queriam mais filhos. Ela destacou ainda que a oportunidade de utilizar o Implanon trouxe alívio por poder ter o planejamento reprodutivo da maneira que escolheu.

“Já fazia o acompanhamento aqui no HUCAM e na última consulta eu disse que tinha interesse em colocar o DIU. A profissional me falou do Implanon, explicou tudo sobre o método e eu também tenho uma cunhada que usa há um tempo e que tem uma experiência ótima, que nem sente. Então eu falei que era esse mesmo que queria. E, como eu optei por não tomar anticoncepcional em comprimido, estou ansiosa para ter um pouco mais de paz”, contou Thamires Fonte.

O Implanon é um método contraceptivo considerado vantajoso em relação aos já existentes por sua longa duração (age no organismo por até três anos) e alta eficácia. O método foi incorporado pelo Ministério da Saúde para implementação no SUS a fim de integrar as iniciativas de fortalecimento da saúde sexual e reprodutiva das mulheres, com foco na redução da gravidez não planejada e na promoção dos direitos sexuais e reprodutivos. O público elegível serão adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos.

A chefe de Núcleo da Atenção Primária (Neapri), da Secretaria da Saúde (Sesa), Janaína Daumas Félix, que acompanhou a primeira paciente, explicou que o início da oferta do novo método segue ao longo do mês de fevereiro, como parte da capacitação dos profissionais enfermeiros dos municípios elegíveis.

“Esses profissionais participaram do primeiro momento de capacitação teórica e agora seguimos com a parte prática, dando início à implementação do método nas munícipes dessas 12 cidades previamente selecionadas pelo Ministério da Saúde. Para este momento, temos 350 mulheres a serem contempladas com o novo método. Após esse processo, os profissionais poderão ser replicadores em seus territórios”, informou a chefe do Neapri.

A aplicação na primeira paciente do SUS foi acompanhada também pela enfermeira especialista em Saúde da Mulher e Métodos Contraceptivos de Longa Duração e apoiadora do Ministério da Saúde no Espírito Santo, Fernanda Jhenifer Simonelli Dambroz; a referência na Saúde da Mulher da Sesa, Christiani Pontara Faé; e profissionais replicadores dos municípios da Serra e de Vila Velha.

A escolha dos 12 municípios seguiu critérios do órgão federal, nos quais a primeira etapa de incorporação deveria ser destinada àqueles com mais de 50 mil habitantes. A partir da capacitação teórica e com as capacitações práticas, o método passará a ser implementado nas munícipes de Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Guarapari, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória.

Os implantes subdérmicos e kits de inserção já se encontram disponibilizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de referência municipal, destes 12 municípios elencados inicialmente, e para ter acesso ao método, a mulher entre 14 e 49 anos deve procurar a Unidade Básica mais próxima e de referência de seu atendimento e comunicar aos profissionais o interesse. Cerca de 700 mil mulheres nessa faixa etária e que residem nesses 12 municípios poderão procurar pelo serviço.

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