Taxa de desemprego é a menor para o trimestre desde 2012

Por

Agência Brasil

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Threads

Dados do Pnad mostram índice de 6,6% no período encerrado em abril – Foto: Arquivo/Agência Brasil

A taxa de desemprego de 6,6% registrada no trimestre encerrado em abril deste ano é a menor para o período desde 2012, quando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua começou a ser realizada. Em abril do ano passado, por exemplo, a taxa era de 7,5%.

Segundo os dados da Pnad, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as taxas vêm apresentando quedas nas comparações anuais há 46 trimestres, isto é, desde o trimestre encerrado em julho de 2021.

Ainda de acordo com esses dados, nos últimos 12 meses, todos os trimestres apresentaram suas menores taxas desde 2012 (é o caso dos encerrados em abril e em março deste ano, além daqueles finalizados no período de julho a dezembro de 2024) ou desde 2014 (janeiro e fevereiro deste ano, além de maio e junho de 2024).

Outro dado positivo divulgado pelo IBGE é o rendimento médio do trabalhador, que atingiu o maior valor para um trimestre encerrado em abril (R$ 3.426) e também o maior patamar da série histórica, considerando todos os trimestres comparáveis (aqueles encerrados em janeiro, em julho e em outubro).

Informalidade

O mercado de trabalho do país registrou uma taxa de informalidade de 37,9% no trimestre encerrado em abril deste ano, apresentando, portanto, quedas em relação ao trimestre finalizado em janeiro deste ano (38,3%) e na comparação com o trimestre findo em abril de 2024 (38,7%).

Havia, de acordo com o IBGE, no trimestre encerrado em abril deste ano, 39,2 milhões de trabalhadores informais, em um total de 103,3 milhões de pessoas ocupadas no país, no período. A informalidade inclui trabalhadores sem carteira assinada, ocupados sem CNPJ, empregadores sem CNPJ e trabalhadores auxiliares familiares.

Nas comparações trimestral e anual, houve estabilidade nos empregos sem carteira assinada (tanto no setor privado quanto nos serviços domésticos) e nos trabalhos sem CNPJ. Portanto, a queda da informalidade foi puxada pelo aumento dos empregos formais.

Os trabalhadores com carteira assinada, por exemplo, cresceram 0,8% no trimestre e 3,8% no ano, segundo o IBGE.

“O mercado de trabalho está absorvendo [mão de obra] e está seguindo forte e resiliente, mantendo a população ocupada e melhorando a qualidade, com a população com carteira de trabalho assinada sendo a única a crescer”, explica o pesquisador do IBGE William Kratochwill.

Setores

Na comparação trimestral, apenas o segmento de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais teve alta (2,2%), enquanto o restante manteve estabilidade.

Já na comparação anual, cinco grupamentos cresceram: indústria geral (3,6%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,7%), transporte, armazenagem e correio (4,5%), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3,4%) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4%). Houve redução em agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-4,3%).

Subutilização

A população subutilizada, isto é, a parcela dos desempregados e daqueles que poderiam trabalhar mais do que trabalham atualmente, ficou em 18 milhões, estável na comparação trimestral e 10,7% menor que no ano anterior.

A taxa composta de subutilização (15,4%) mostrou estabilidade no trimestre e teve queda na comparação anual (17,4%).

A população desalentada, que inclui aqueles que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis, mas que não buscaram trabalho por vários motivos, ficou em 3,1 milhões, estável no trimestre e com redução de 11,3% no ano. O percentual de desalentados (2,7%) também mostrou estabilidade no trimestre e recuou no ano (3,1%).

Mais Notícias

Economia

Com 59 milhões de passageiros, Brasil tem maior fluxo aéreo doméstico em 26 anos 

Economia

Banestes registra melhor resultado semestral de sua série histórica

Economia

Mercado reduz expectativa para Taxa Selic e inflação em 2026

Economia

Economia do ES cresce 3,9% e é a 2ª que mais avança no país

Economia

Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30%

Economia

Prévia da inflação perde força pelo 2º mês e fecha junho em 0,41%

Economia

Economia capixaba supera média nacional com crescimento de 5% no último trimestre

Economia

Economia brasileira cresce 1,1% no primeiro trimestre do ano

Economia

Rendimento dos mais ricos é 13,8 vezes maior que o dos mais pobres

Economia

Levantamento coloca Vila Velha na liderança no ranking estadual em abertura de novas empresas

Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos

Economia

PIB dos EUA desacelera e cresce menos do que o esperado no 4º trimestre

Economia

Compra de material escolar injeta algo em torno de R$ 395 mil no comércio de Alfredo Chaves

Economia

Governo do Brasil zera PIS/Cofins do diesel para proteger população da alta internacional do petróleo

Economia

Economia brasileira cresce 2,3% em 2025, revela IBGE

Economia

Banestes alcança lucro líquido recorde de R$ 413 milhões no resultado anual de 2025

Economia

Contrata+Brasil abre mercado para 50,3 mil MEIs em escolas públicas do Espírito Santo

Economia

Espírito Santo retoma o posto de segundo maior produtor de petróleo do Brasil

Economia

Mercado reduz previsão da inflação para 3,97% este ano

Economia

IJSN divulga dados do PIB dos municípios capixabas referentes a 2022 e 2023