Prévia da inflação perde força pelo 2º mês e fecha junho em 0,41%

Por

Agência Brasil

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Threads

Conta de luz foi o preço que mais pressionou o bolso no mês – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A prévia da inflação oficial de junho ficou em 0,41%. Esse resultado representa que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) perdeu força pelo segundo mês seguido. Em abril, o IPCA-15 tinha marcado 0,89% e, em maio, 0,62%.

No acumulado de 12 meses, o índice soma 4,8%. Em maio, essa alta acumulada era de 4,64%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA.

De acordo com o Boletim Focus da última segunda-feira (22), sondagem feita pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras, a mediana da expectativa para a inflação oficial de junho é de 0,32%.

Para chegar à prévia da inflação, os pesquisadores coletam preços de nove grupos de produtos e serviços. Em junho, a alta média dos alimentos e bebidas e da habitação responderam por dois terços do IPCA-15.

Veja o comportamento dos grupos e os impactos em ponto percentual (p.p.):

Alimentação e bebidas: 0,74% (0,16 p.p.)

Habitação: 0,72% (0,11 p.p.)

Artigos de residência: 0,36% (0,01 p.p.)

Vestuário: 0,45% (0,02 p.p.)

Transportes: -0,03% (-0,01 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: 0,47% (0,06 p.p.)

Despesas pessoais: 0,34% (0,04 p.p.)

Educação: -0,02% (0,00 p.p.)

Comunicação: 0,34% (0,02 p.p.)

Alimentação em casa sobe menos

Dentro do grupo alimentação e bebida, a alimentação no domicílio variou 0,87%. Em maio, tinha subido 1,73%.

Os preços que mais subiram no grupo foram o da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%).

O IBGE destacou que, no semestre, tomate (103,84%), cenoura (103,10%) e batata-inglesa (100,20%) mais que dobraram de preço. Alimentos são produtos que têm os custos muito relacionados a condições climáticas.

Bandeira amarela pesa

No grupo habitação, o custo que mais cresceu foi o da energia elétrica residencial (2,04%). De todos os 377 produtos e serviços pesquisados, a conta de luz teve o maior impacto de alta (0,08 p.p.).

A explicação, segundo o IBGE, está na bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos.

As bandeiras tarifárias são determinadas mês a mês pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo a agência, a previsão de chuva abaixo de média e a expectativa de aumento do consumo de energia justificam a tarifa extra.

A previsão de escassez de chuvas e as temperaturas mais altas no país aumentam os custos de operação do sistema de geração de energia das hidrelétricas. Dessa forma, é necessário acionar as usinas termelétricas, que têm custo maior.

Contribuíram também para a alta da conta de luz os reajustes tarifários em Belo Horizonte, no Recife, em Fortaleza e Salvador. Mesmo esses sendo impactos regionais, o IPCA, por ser uma média nacional, reflete os aumentos.

No grupo transportes, as passagens aéreas ficaram 7,24% mais caras (impacto de 0,05 p.p.).  No sentido inverso, os combustíveis recuaram 1,22% (impacto de -0,08 p.p.).

De todo o IPCA-15, o etanol (-5,30%) e a gasolina (-0,73%) foram os preços com o maior impacto negativo (-0,04 p.p. cada). O óleo diesel recuou 1,47% em junho.

IPCA-15

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.

A diferença entre os índices está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 16 de maio a 16 de junho.

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621. O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de junho será divulgado em 10 de julho.

Mais Notícias

Economia

Com 59 milhões de passageiros, Brasil tem maior fluxo aéreo doméstico em 26 anos 

Economia

Banestes registra melhor resultado semestral de sua série histórica

Economia

Mercado reduz expectativa para Taxa Selic e inflação em 2026

Economia

Economia do ES cresce 3,9% e é a 2ª que mais avança no país

Economia

Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30%

Economia

Economia capixaba supera média nacional com crescimento de 5% no último trimestre

Economia

Economia brasileira cresce 1,1% no primeiro trimestre do ano

Economia

Rendimento dos mais ricos é 13,8 vezes maior que o dos mais pobres

Economia

Levantamento coloca Vila Velha na liderança no ranking estadual em abertura de novas empresas

Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos

Economia

PIB dos EUA desacelera e cresce menos do que o esperado no 4º trimestre

Economia

Compra de material escolar injeta algo em torno de R$ 395 mil no comércio de Alfredo Chaves

Economia

Governo do Brasil zera PIS/Cofins do diesel para proteger população da alta internacional do petróleo

Economia

Economia brasileira cresce 2,3% em 2025, revela IBGE

Economia

Banestes alcança lucro líquido recorde de R$ 413 milhões no resultado anual de 2025

Economia

Contrata+Brasil abre mercado para 50,3 mil MEIs em escolas públicas do Espírito Santo

Economia

Espírito Santo retoma o posto de segundo maior produtor de petróleo do Brasil

Economia

Mercado reduz previsão da inflação para 3,97% este ano

Economia

IJSN divulga dados do PIB dos municípios capixabas referentes a 2022 e 2023

Economia

Inflação de 2025 ficará abaixo do teto da meta, em 4,46%