Projeto de Lei foi aprovado por unanimidade na Câmara Municipal e reconhece a importância do artesanato, dos saberes tradicionais e do legado cultural transmitido entre gerações.
O trabalho artesanal que preserva a memória, os costumes e a identidade de Burarama acaba de conquistar um reconhecimento oficial em Cachoeiro de Itapemirim. A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei nº 121/2026, que declara as Meninas Bordadeiras de Burarama como Patrimônio Cultural Imaterial do município.
A aprovação ocorreu durante a sessão legislativa desta terça-feira (27), em proposta apresentada pela vereadora Renata Fiório (PP). A iniciativa reconhece o valor histórico e cultural de um grupo que mantém viva a tradição do bordado e transforma técnicas artesanais em expressões da identidade local.
O reconhecimento contempla as práticas, técnicas de bordado, manifestações e conhecimentos tradicionais desenvolvidos pelas artesãs. Mais do que uma atividade manual, o trabalho representa uma forma de preservar histórias, costumes e referências culturais do distrito, transmitindo conhecimentos de uma geração para outra.
Na justificativa da proposta, a vereadora destacou que o legado das bordadeiras ultrapassa o artesanato e representa parte da memória coletiva da comunidade, retratando a história e as paisagens da região.
O projeto tem caráter declaratório e simbólico, sem criação de novas despesas para os cofres municipais ou impacto orçamentário para o Executivo.
Com a aprovação unânime dos vereadores, a matéria segue agora para sanção do prefeito. A lei entrará em vigor após sua publicação oficial.
A decisão representa um reconhecimento institucional às artesãs de Burarama e à importância de preservar manifestações culturais que ajudam a contar a história de Cachoeiro de Itapemirim.





















