Itapemirim: Casal é preso suspeito de fraudar cartão alimentação. Prejuízo é de R$ 2 milhões

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O Jornal

Um casal foi preso por agentes da 8ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em Itapemirim, suspeito de cometer uma fraude em cartões de alimentação e refeição de uma rede de supermercados (Hortsul), em Marataízes.

A fraude foi descoberta a partir da contratação de uma empresa de auditoria, que apontou o rombo milionário, que segundo as investigações foi praticada pela uma funcionária do supermercado.

A mulher, de 31 anos, desviava, a pelo menos dois anos, valores de 52 trabalhadores que haviam sido demitidos, mas continuavam com o cartão sendo recarregado.

As investigações ainda apontaram que o marido da funcionária abriu uma empresa de fachada para dar aparência de legalidade ao esquema. Pelos cálculos preliminares, a dupla causou um prejuízo estimado superior a R$ 2 milhões.

Moradores do bairro Esplanada, em Marataízes, o casal vinha sustentando uma vida de alto padrão, incompatível com as condições. Recentemente, construíram uma academia de ginástica, que ainda não está em funcionamento, mas já está montada.

Segundo a polícia, o casal investiu em várias veículos de luxo, sendo que dois já foram apreendidos. Também realizaram a compra de vários equipamentos eletrônicos, relógios de alto custo, além de outros produtos caros, chamando atenção. Alguns dos produtos adquiridos pela dupla foram recuperados.

O delegado Daniel Araújo Santos, que comandou a ação que prendeu os fraudadores, disse que a mulher trabalhava no setor de Recursos Humanos e era responsável por recarregar os cartões – “O esquema funcionava da seguinte maneira: Quando os funcionários eram demitidos, ela não dava baixa, recarregava os cartões e passava os valores em maquininhas que o marido possuía”, explicou.

Os mandados de prisão foram cumpridos nos bairros Campo Acima e Centro, em Itapemirim. Já as buscas ocorreram em imóveis nos municípios de Presidente Kennedy e Marataízes.

O delegado Daniel Araújo afirmou ainda que as investigações continuam, pois há fortes indícios de que outra empresa também está envolvida no esquema – “Já pedimos o bloqueio dos bens e a quebra do sigilo bancário do proprietário, que inclusive já foi intimado para prestar esclarecimentos.

O casal foi preso e responderá por furto qualificado e lavagem de dinheiro. Após os procedimentos de praxe, foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

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