
Adorava aquele homem da lei cabeça de ovo que estava sempre na televisão. Calma que tô falando do mocinho. Sim, era o Kojak, o policial do pirulito, imortalizado pela valentia e por meter bronca na moçada. Os tempos são outros, mas os problemas…
Pois bem, passados quase sete meses da gestão do prefeito Theodorico Ferraço (PP) em Cachoeiro algumas mudanças na rotina do cachoeirense podem ser percebidas. O prefeito está endurecendo com quem não respeita a civilidade urbana. Tá certo!
O cerco está se fechando para as motos barulhentas e para o descarte de lixo em terrenos baldios, duas pragas deploráveis. Traficantes, ladrões, foragidos de outros estados e demais meliantes contumazes também não estão tendo vida fácil em território cachoeirense.
Salta aos olhos – é preciso que se diga – que está havendo uma melhora significativa no sistema de vigilância e proteção da cidade, fato que que está ligado diretamente ao bem-estar das pessoas. Ferraço e Casagrande acertaram nas escolhas quando montaram as equipes responsáveis por proteger os cidadãos da bandidagem.
É perceptível o aumento da presença policial nas ruas, com atuação mais forte da Guarda Municipal e das forças estaduais, bem como a fiscalização mais dura àqueles que insistem em perturbar o sossego ou esculhambar o município. Para isso, e também é bom que se diga, tem contado com a ajuda do “comissário”, o governador, e do vice-governador Ricardo Ferraço, que assumiu o comando do programa Estado Presente.
Todos os dias vemos e noticiamos prisões, apreensões de veículos furtados, de drogas, armas e medidas para endurecer com a horda que suja cidade, que excede no barulho com suas motos, etc. Dá aquela sensação de que o xerife está no comando, como há bom tempo não se via.
Afirmar que resolveu o problema não posso, pois ainda tem muito vagabundo por aí infernizando a nossa vida. Prende um e aparecem 10. Igual formiga. O sistema apodreceu e a nossa legislação é um alfarrábio mais furado que o arcabouço do Haddad. Foi muito tempo de leniência.
Agora, cá pra nós, não é preciso estudar em Havard ou andar por aí com um pirulito na boca pra perceber que uma cultura permissiva veio sendo plantada por décadas na cabeça das pessoas desde a mais tenra idade. Deu no que deu. Também não adianta ficar culpando a situação social, como se a pobreza fosse um passaporte para o crime. Não é.
De modo geral, as pessoas mais necessitadas são mais conservadoras, principalmente quando apegadas a um princípio religioso. Gostem ou não, as igrejas e templos cumprem um papel importante na tentativa de frear o crime nas comunidades miseráveis, onde o estado ainda não é tão presente.
Os cultos e as missas ainda preservam alguma decência, algum estímulo ao bem-fazer, para não deixar impregnar os péssimos exemplos que vêm do andar de cima, das casas altas, onde a lei foi relativizada junto com a nossa democracia.
Dessa forma, termino torcendo para que nos próximos anos da gestão Ferraço os demais setores da administração municipal tenham o mesmo êxito. Que não faltem remédio e médicos nos postos de saúde, que as escolas façam melhorar os índices de aprendizagem, que nosso meio ambiente seja respeitado e, por fim, que a decência com a coisa pública seja um princípio, um fim e um meio.
Não é pedir demais. Afinal, tem um novo xerife na área.
Até!