Produção própria de petróleo e gás chegou a 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia no terceiro trimestre, alta de 11,7% em um ano
A Petrobras alcançou um novo recorde de produção própria de petróleo e gás no terceiro trimestre de 2026. Entre julho e setembro, a média diária chegou a 3,512 milhões de barris de óleo equivalente, resultado 11,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e 5,3% acima do trimestre anterior.
O desempenho foi impulsionado pelo avanço da produção no pré-sal, pela entrada em operação de novos poços e pelo aumento da eficiência das plataformas. Os dados foram divulgados pela companhia em seu relatório de produção e vendas, publicado nesta quarta-feira (28).
O resultado também estabeleceu novos recordes para a produção total operada pela estatal, que considera o volume extraído nos campos em que atua, incluindo a parcela de seus parceiros. Nesse indicador, a média alcançou 5,08 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Pré-sal impulsiona crescimento
A expansão das operações nos campos de Búzios e Mero, na Bacia de Santos, foi determinante para o resultado. Em Búzios, o aumento gradual da produção das plataformas P-78 e P-79 contribuiu para elevar os volumes extraídos.
Já no campo de Mero, o FPSO Alexandre de Gusmão atingiu sua capacidade original de produção, de 180 mil barris de petróleo por dia, em agosto. Após melhorias operacionais autorizadas, a unidade chegou a um pico de 190 mil barris diários em setembro.
No mesmo campo, a plataforma Sepetiba alcançou um pico de 212 mil barris de petróleo por dia, superando sua capacidade original de processamento.
A produção própria da Petrobras no pré-sal atingiu 2,96 milhões de barris de óleo equivalente por dia, enquanto a produção total operada nessa área chegou a 4,46 milhões de barris diários. Ambos os indicadores estabeleceram recordes trimestrais.
Novos poços ampliam capacidade
Durante o trimestre, 12 novos poços produtores entraram em operação, sendo seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.
A Petrobras também registrou seu melhor nível de eficiência operacional desde o quarto trimestre de 2018. Segundo a companhia, a maior confiabilidade dos sistemas de produção e a redução das perdas provocadas por paradas para manutenção ajudaram a sustentar o crescimento.
A expansão da infraestrutura deve continuar nos próximos anos. As plataformas P-80 e P-82 deixaram um estaleiro em Singapura, respectivamente em setembro e outubro, com destino ao campo de Búzios. A entrada das duas unidades em operação está prevista para 2027.
Cada plataforma terá capacidade nominal para produzir 225 mil barris de petróleo por dia e comprimir até 12 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente.
Refino e exportações também batem marcas
O desempenho positivo não ficou restrito à extração de petróleo e gás. No mercado interno, as vendas de derivados alcançaram 1,854 milhão de barris por dia, o maior volume desde o terceiro trimestre de 2021, considerando o parque de refino atual.
Na comparação com o segundo trimestre de 2026, as vendas cresceram 6,4%, com destaque para o diesel, cuja comercialização aumentou 14,4%, e para o querosene de aviação, que avançou 9,9%.
As refinarias operaram com fator de utilização de 99%, enquanto a produção de derivados somou 1,873 milhão de barris por dia. A produção trimestral de diesel também atingiu um recorde, com 769 mil barris diários.
No mercado internacional, as exportações de petróleo e derivados chegaram a 1,251 milhão de barris por dia, estabelecendo outra marca histórica para a companhia.
Perspectivas para o setor energético
Os resultados reforçam o peso do pré-sal na produção brasileira e a importância dos investimentos em novas plataformas para ampliar a oferta de petróleo e gás. A expansão também aumenta a capacidade de abastecimento do mercado interno e de participação nas exportações.
Ao mesmo tempo, o crescimento da produção mantém em evidência desafios relacionados à segurança operacional, à infraestrutura de escoamento e à redução das emissões de gases de efeito estufa.
Com novos sistemas previstos para entrar em operação a partir de 2027, a Petrobras projeta ampliar sua capacidade produtiva, mantendo o pré-sal como eixo central de sua estratégia de exploração e produção.
Fonte: Petrobras — Relatório de Produção e Vendas do terceiro trimestre de 2026.

















