Parceria com a Casa dos Ventos acrescentará 45 MW médios à matriz elétrica da mineradora e poderá evitar a emissão de 2,45 milhões de toneladas de CO₂
A Samarco está avançando em sua estratégia de transição energética com a incorporação de geração eólica à matriz utilizada para abastecer suas operações. A mineradora iniciou a utilização da energia proveniente de uma parceria com a Casa dos Ventos, empresa especializada em soluções de energia renovável.
O acordo prevê a participação da Samarco no Complexo Eólico Serra do Tigre, empreendimento desenvolvido pela Casa dos Ventos entre os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. A geração será integrada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), e a Samarco terá direito a 45 MW médios da energia produzida.
Na prática, o volume contratado deverá representar aproximadamente 30% do consumo elétrico da companhia a partir de 2027, contribuindo para atender tanto as operações de mineração e beneficiamento em Germano, em Minas Gerais, quanto as atividades industriais de pelotização e embarque em Ubu, no Espírito Santo.
Energia limpa também chega a Ubu

Para o Espírito Santo, o acordo ganha importância principalmente pelo impacto sobre o Complexo de Ubu, em Anchieta, onde a Samarco mantém uma de suas principais estruturas industriais.
Embora a energia seja produzida em outro estado, ela passa a compor a matriz elétrica que atende às operações da empresa por meio do sistema nacional de transmissão. Dessa forma, a geração eólica contribui para o consumo energético das unidades capixabas, incluindo as atividades de pelotização e embarque.
O modelo adotado é de autoprodução de energia, com participação societária da Samarco no empreendimento eólico. A estratégia combina geração renovável, maior previsibilidade dos custos de eletricidade e reforço da segurança energética da companhia.
Milhões de toneladas de CO₂ a menos
Um dos principais resultados esperados pela parceria está relacionado à descarbonização. De acordo com a Samarco, a utilização da energia eólica deverá evitar a emissão de aproximadamente 2,45 milhões de toneladas de CO₂ ao longo do período de vigência do contrato.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da mineradora para reduzir sua pegada de carbono. Atualmente, segundo a empresa, 100% da eletricidade utilizada pela Samarco já é proveniente de fontes renováveis.
A companhia estabeleceu como meta reduzir em 30% suas emissões até 2032, tomando 2015 como ano-base, e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.
Transição energética como estratégia de longo prazo
Para a Samarco, a parceria com a Casa dos Ventos não representa apenas uma mudança na origem da energia consumida, mas também uma estratégia para dar maior estabilidade ao negócio em um cenário de transição energética.
Segundo Gustavo Selayzim, diretor Financeiro, de Estratégia e Suprimentos da Samarco, a iniciativa contribui simultaneamente para tornar a matriz elétrica mais sustentável, aumentar a previsibilidade de custos e fortalecer a segurança energética necessária para o crescimento das operações.
Do lado da Casa dos Ventos, o diretor Comercial, Rene Abrantes, destacou que a parceria demonstra a capacidade de desenvolver soluções que associem segurança energética, previsibilidade e redução de emissões para grandes consumidores.
Com a entrada da energia eólica na estratégia de autoprodução, a Samarco amplia a participação de fontes renováveis em sua estrutura energética e coloca a descarbonização das operações, incluindo as atividades do Complexo de Ubu, no centro de sua estratégia de longo prazo.


























