A Câmara de Cachoeiro sediou nesta quinta, 11, uma importante reunião com o setor farmacêutico para debater os severos impactos que o atual cenário tributário e a concorrência com grandes redes nacionais vêm impondo às margens de lucro e à sobrevivência das farmácias e drogarias locais.
O encontro, promovido pelo vereador Pr. Delandi Macedo (PSDB), reuniu proprietários e parlamentares: O deputado estadual Allan Ferreira esteve presente e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, deputado Marcelo Santos, teve uma participação especial em vídeo, reforçando a articulação política pela economia regional, o fortalecimento e a sustentabilidade do setor.
A pauta principal concentrou-se na discussão sobre a Reestruturação Tributária do ICMS. Os comerciantes debateram o “gap” de alíquotas que afeta o varejo capixaba e avaliaram o andamento do pleito enviado à Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ) para a adoção do modelo de Substituição Tributária (ST) focado em cosméticos e perfumaria, espelhando modelos bem-sucedidos de outros estados. De acordo com os empresários, o descompasso atual entre os créditos de ICMS na entrada e os débitos incidentes na saída de produtos de higiene pessoal e perfumaria gera uma severa distorção fiscal que mina a competitividade local.
Além disso, foram discutidas estratégias digitais de mercado (omnichannel) para blindar o varejo de rua independente frente à agressiva engenharia fiscal e de preços praticada por grandes redes nacionais.
Sistema de Plantão em Debate
Aproveitando a expressiva mobilização dos empresários do setor, a reunião também colocou em pauta um tema de interesse direto da população cachoeirense: o sistema de plantão das farmácias aos domingos e feriados.
O vereador Pr. Delandi Macedo ressaltou a urgência de o poder público dar suporte técnico e político para proteger o emprego e a renda gerados pelas empresas locais: “O varejo farmacêutico de rua e independente de Cachoeiro está sofrendo uma pressão severa. As margens de lucro estão esmagadas por uma engenharia fiscal que favorece as grandes redes nacionais, criando uma concorrência desleal. Vamos nos mobilizar junto à SEFAZ pela Substituição Tributária e, no âmbito municipal, buscar um sistema de plantão que seja justo para o comerciante local e eficiente para o cidadão. Fortalecer as nossas farmácias de bairro é garantir a sobrevivência de empresas que geram emprego aqui e conhecem a realidade do povo cachoeirense”.


