Nova espécie de antúrio é registrada no Espírito Santo durante ações de conservação

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Redação

Uma nova espécie de planta foi identificada no Espírito Santo durante expedição científica realizada em 2022, no âmbito do Plano de Ação Territorial (PAT) Capixaba-Gerais, iniciativa coordenada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), em conjunto com o Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF). O antúrio-das-pedras, de nome científico Anthurium petraeum, foi encontrado crescendo sobre rochas no distrito de São Rafael, em Linhares.

O PAT tem como objetivo a proteção de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção na categoria criticamente em perigo e não contempladas por nenhuma estratégia de conservação, conhecidas como CR lacuna. Entre as ações previstas no plano, está a realização de levantamento de dados primários dessas espécies em áreas identificadas como lacunas de conhecimento. Desse modo, o Iema contou com o apoio de pesquisadores especialistas em diferentes grupos taxonômicos e organizou, com recursos do Projeto Pró-Espécies, cinco expedições de campo em áreas de potencial ocorrência de algumas das espécies alvo. A primeira aconteceu em abril de 2022, com visitas a remanescentes de floresta na região do médio Rio Doce, no município de Linhares.

“Entre as quase 100 amostras botânicas, encontramos um antúrio que crescia sobre rochas. Quando levamos o material ao especialista em antúrios do Espírito Santo, o biólogo e doutor em botânica Rodrigo Valadares (Ufes), ele suspeitou que se tratava de uma espécie nova. Após comparar a amostra com outros materiais no estado, confirmamos que era, de fato, uma nova espécie ainda não descrita de Antúrio”, explicou um dos pesquisadores participantes dessa expedição, Ricardo da Silva Ribeiro, pesquisador do Instituto Nacional da Mata Atlântica.

“A descoberta de uma nova espécie durante ações vinculadas ao PAT Capixaba-Gerais demonstra a importância do trabalho de levantamento de dados em áreas ainda pouco exploradas cientificamente e contribui com informações sobre a riqueza de espécies no Estado. O plano permite reunir diferentes instituições e pesquisadores em torno de um objetivo comum, que é também ampliar o conhecimento sobre espécies ameaçadas e subsidiar estratégias de conservação. A atuação do Iema na coordenação do PAT fortalece essas iniciativas e contribui para a proteção da biodiversidade do Espírito Santo”, disse Savana Nunes, responsável pelo Núcleo de Informação e Conservação de Biodiversidade (Nubio) do Instituto Estadual de Meio Ambiente.

No território abrangido pelo plano, que inclui o Espírito Santo e a porção leste de Minas Gerais, já foram identificadas 186 espécies nessa condição, que demandam levantamento de dados, monitoramento e estratégias de conservação. O PAT Capixaba-Gerais foi instituído em 2021, como resultado do Projeto Pró-Espécies: Todos contra a extinção, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA), finalizado em 2025.

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