
Marco histórico da fundação de Guarapari, a igreja de Nossa Senhora da Conceição, também chamada de Matriz Antiga, recebe vários visitantes interessados em conhecer parte de História da cidade além de ainda sediar as atividades religiosas. Construída em 1585 por determinação de São José de Anchieta teve como primeiro orago Santana, mãe de Nossa Senhora e avó de Jesus, que também foi a primeira padroeira.

Em seu entorno ainda é possível ver os restos de um alicerce que seria de uma residência anexa que provavelmente não fora concluída, pois Reritiba (atual Anchieta), devido ao grande sucesso do aldeamento que tinha mais de 10 mil índios, despertou mais os interesses dos Jesuítas, se tornando a residência, deixando a aldeia de Guarapari apenas como uma redução que recebia a vista dos padres quando de passagem entre Vitória e Reritiba.
Esse processo levou aos poucos ao abandono geral até mesmo da capela, ao ponto da mesma se tornar uma ruína até que em 1751 o Pe. Antônio de Siqueira Quental recebeu autorização para reconstruí-la, pois pretendia que fosse a sede da Ordem que pretendia criar, a do Santíssimo Coração de Jesus e Nossa Senhora, o que pode ser visto com bastante clareza em sua fachada e nave central, com todos os elementos aludindo à nova invocação. Também ganhou novo estilo arquitetônico, o Rococó, que vigorava na época ao lado do Barroco.
Além da nova estrutura e arquitetura, a Igreja também teve todo seu aparato de ornamentos e bens renovados, como fica claro no testamento do Padre Quental no título da prata e do ouro, onde são inventariados todos os bens dessa categoria que compunham o patrimônio do novo templo, que teria, devido a sua estrutura mais rebuscada e atrativa, ganhado a preferência da população local que buscava o conforto espiritual, fato esse que pode ter levado ao abandono da matriz de Nossa Senhora Conceição construída pelo donatário Francisco Gil de Araújo e 1675.

