Com prata no Mundial Calderano quebra domínio euroasiático de quase 100 anos

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GE

Calderano continua fazendo história no Tênis de Mesa – Foto: Divulgação CBTM

Hugo Calderano colocou a bandeira do Brasil no pódio do Mundial de tênis de mesa, no domingo. A prata do atleta de 28 anos marcou um feito inédito entre os homens: foi a primeira vez que um mesa-tenista de fora da Ásia ou da Europa desafiou as potências da modalidade e se colocou em uma final em quase 100 anos de história da competição. Graças a Hugo Calderano, o Brasil é apenas o 15º país a ter um representante na decisão de simples masculina de um Mundial em 58 edições.

– Entendo a magnitude de mais esse feito. Vivo no tênis de mesa há muitos anos, então sei o quão difícil é a concorrência. Não vou parar por aqui. Agora, preciso de um descanso, mas vou em busca de muito mais – disse Calderano.

O Mundial de tênis de mesa é disputado desde 1926. Entre 1929 e 1957, a principal competição da modalidade era anual. Logo depois passou a ser realizada a cada dois anos. A Hungria foi a primeira potência entre os homens, faturando oito das primeiras nove edições. Os japoneses foram os primeiros asiáticos a quebrarem o domínio europeu em 1952.

Só em 1959 a China chegou pela primeira vez à final e foi campeã com Rong Goutuan. Os chineses venceram 14 das últimas 16 edições e têm uma hegemonia de 22 anos. O austríaco Werner Schlager foi o único campeão mundial deste século que não era chinês, faturando o título de 2003.

Para chegar à final, Calderano teve de percorrer uma trajetória de três ciclos olímpicos para crescer no ranking. Alcançar o posto de número 3 do mundo permitiu que o brasileiro só enfrentasse os temidos chineses a partir das semifinais. Ele superou na semi de Doha Liang Jingkun, chinês que havia impedido o brasileiro de subir ao pódio do Mundial de 2021 com uma vitória de virada nas quartas de final – até este ano era o melhor resultado de um sul-americano. Além de Liang, Hugo bateu os outros dois principais chineses há pouco mais de um mês para conquistar o inédito título da Copa do Mundo: Lin Shidong (líder do ranking) e Wang Chuqin (agora campeão mundial).

Entre as mulheres, a americana Ruth Aarons foi a única a quebrar a hegemonia euroasiática. Ela foi bicampeã mundial em 1936 e 1937. Desde então, só mesa-tenistas da Ásia ou da Europa chegaram à decisão. A China domina as finais femininas com ouro e prata nos últimos 32 anos.

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