Jovem que teve barriga cortada em Guarapari discorda de conclusão do MP

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Jovem postou o vídeo hoje, mas a gravação aconteceu no último dia 27 de abril

Gabriel Muniz acordou com a barriga cortada e parte do intestino exposto. O caso aconteceu no início do ano, dia 16 de janeiro, na Praia do Ermitão.

Falando pela primeira vez sobre o episódio, o jovem discordou do indiciamento de sua namorada, apontada pelo Ministério Público com a autora da barbaridade.

Ele publicou um vídeo em uma rede social neste domingo (1º), onde afirma que a namorada nada tem a ver com o caso. Ele afirma que os dois foram vítimas de agressões e roubos naquele dia.

"É óbvio que minha namorada não tem nada a ver com isso, ela assim como eu é vítima desse acontecimento e fica claro que tinha uma terceira pessoa ali que fez isso com nós dois […] A gente foi roubado, isso é óbvio, é um fato, infelizmente isso parece que não foi nem levado em conta, foi roubado de mim um celular e uma caixinha de som, e a minha namorada tinha na bolsa dela R$ 80, que foram deixados eu acho R$ 4 ou R$ 6 espalhados na areia", disse o jovem no vídeo.

Pelo relatório do inquérito policial, foi indicado o indiciamento de Lívia Lima Simões Paiva Pedra, a namorada de Gabriel.

Ele contesta a conclusão da PC que diante dos ferimentos apresentados pela namorada, acharam que ela fora a autora – “Na verdade ela também foi vítima”, disse Gabriel.

Ele também contou que não foi levado em conta pela investigação de que existe uma parte do Parque Morro da Pescaria em que é possível sair do local sem ser registrado pelas câmeras de segurança – “os verdadeiros agressores saíram por esse caminho, por isso não foram registrados pelas imagens”, argumentou Gabriel.

 "Lá é um parque aberto, com entradas pela região da mata e das pedras, além de uma portaria, que foi por onde a gente entrou, que conta com duas câmeras que ficam só no início. Estão mostrando nas reportagens que é como se fosse o único acesso, mas não estão levando em conta outras possibilidades, que abrange a que provavelmente a terceira pessoa fugiu. Lá é tão de fácil acesso que, no próprio dia, entrando no morro, demos de cara com três ou quatro pescadores. As pessoas vão lá com liberdade e facilmente quem fez isso fugiu pelas pedras ou pela mata", explicou.

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