PF prende militar lotado na Funai por suspeita de arrendamento ilegal de terra indígena

Por

PF prende militar lotado na Funai por suspeita de arrendamento ilegal de terra indígena

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (17) o coordenador regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Ribeirão Cascalheira (MT), o militar inativo da Marinha Jussielson Gonçalves Silva, sob a acusação de intermediar o arrendamento de terras indígenas para pecuaristas.

Silva é um dos diversos militares que assumiram coordenações regionais da Funai na Amazônia sob o governo Jair Bolsonaro (PL). O suboficial da Marinha foi nomeado para Ribeirão Cascalheira (782 km a nordeste de Cuiabá) em 18 de março de 2020.

A operação Res Capta, realizada em conjunto com o MPF (Ministério Público Federal), envolveu cerca de 50 policiais federais e visa desarticular um esquema envolvendo fazendeiros, servidores da Funai e uma liderança da Terra Indígena Marãiwatsédé, do povo xavante. Foram cumpridos outros dois mandados de prisão, sete mandados de busca e apreensão e duas ordens judiciais de afastamento de cargo público, segundo a PF.

De acordo com a investigação, servidores da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Ribeirão Cascalheira estariam cobrando valores de grandes fazendeiros da região com 15 arrendamentos dentro de Marãiwatsédé. O montante de propina chegava a R$ 900 mil por mês.

Procurada, a Funai informou que o arrendamento de terras indígenas é proibido e que o coordenador será afastado da função. O órgão disse que está à disposição para colaborar com as investigações.

A reportagem não localizou o advogado de defesa de Silva.

Com cerca de 165 mil hectares, a Terra Indígena Marãiwatsédé está localizada nos municípios de Alto Boa Vista, São Félix do Araguaia e Bom Jesus do Araguaia, em Mato Grosso. Trata-se da quarta terra indígena mais desmatada da Amazônia, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPF em Mato Grosso, os problemas de arrendamento foram detectados em 2017. De início, houve uma tentativa de negociar com a Funai a retirada do gado, mas o processo parou em 2019. Trata-se do primeiro ano do governo Bolsonaro, que defende a legalização de arrendamento de terras indígenas.

"Assim, não restou outra alternativa ao MPF que o ajuizamento de ação civil pública para que o Poder Judiciário determine ao órgão indigenista e à União a retirada do gado", diz a nota à imprensa.

Confira mais Notícias

Polícia

Guarapari

PM efetua prisões por tráfico e cumpre mandados em Guarapari

Polícia

Guarapari

Ambulante agredido em praia morre em hospital de Guarapari

Polícia

Cachoeiro de Itapemirim

Briga entre irmãos e policial acaba em morte em Cachoeiro

Polícia

MIMOSO DO SUL

Dois pés de maconha são apreendidos pela Polícia Militar em residência em Mimoso do Sul

Polícia

ÁRACRUZ

Tráfico de medicamentos utilizados em abortos clandestino vira alvo da PCES

Polícia

Guarapari

Policiais do 10º Batalhão apreendem drogas e cumprem mandados em Guarapari

Polícia

Ibatiba

Polícia troca tiros com dois homens em Ibatiba. Um morreu no local

Polícia

Cachoeiro de Itapemirim

Suspeito de ser autor de assassinato de esposa em Cachoeiro ainda está foragido