Evento acontece simultaneamente no Brasil e no exterior no dia 26 de setembro e celebra o protagonismo das mulheres no samba
A cidade de Vitória vai entrar no compasso de uma das maiores celebrações do samba feminino no Brasil. No dia 26 de setembro, a capital capixaba estará entre as cerca de 30 cidades brasileiras e estrangeiras que receberão, simultaneamente, o 9º Encontro Nacional e Internacional de Mulheres na Roda de Samba.
A iniciativa reúne cantoras, compositoras, instrumentistas, produtoras e apaixonadas pelo samba em uma grande mobilização cultural que ultrapassa fronteiras. A proposta é colocar as mulheres no centro da roda e fortalecer o protagonismo feminino em um dos gêneros mais importantes da identidade cultural brasileira.
Em Vitória, a tradição não é novidade. A capital capixaba já recebeu edições anteriores do encontro e mantém uma cena ativa de mulheres ligadas ao samba. O movimento também ganhou espaço na programação cultural da cidade, com apresentações do grupo Mulheres na Roda de Samba em diferentes eventos.
UMA RODA QUE ATRAVESSA FRONTEIRAS
Idealizado pela cantora Dorina, o movimento Mulheres na Roda de Samba nasceu com a proposta de criar uma rede de mulheres sambistas e ampliar a visibilidade feminina dentro do gênero.
A edição de 2026 chega à sua 9ª edição e será realizada simultaneamente em 30 cidades no Brasil e no exterior. A programação está marcada para sábado, 26 de setembro, transformando a data em um grande encontro musical conectado por um mesmo ritmo.
A força da iniciativa está justamente na capacidade de fazer diferentes cidades cantarem juntas, cada uma com suas artistas e características locais, mas todas integradas a uma mesma celebração.
ZEZÉ MOTTA E JOVELINA PÉROLA NEGRA SERÃO HOMENAGEADAS
Neste ano, o encontro presta homenagem a duas mulheres que marcaram profundamente a cultura brasileira: Zezé Motta e, in memoriam, Jovelina Pérola Negra.
Zezé Motta será celebrada por sua trajetória artística, sua luta, resistência e contribuição para a abertura de caminhos para mulheres negras na cultura brasileira. Jovelina, uma das grandes vozes do partido-alto, será lembrada por sua importância na história do samba.
A escolha das homenageadas é feita pelas próprias integrantes do movimento, reforçando o caráter coletivo da iniciativa.
Ao longo de suas edições, o encontro já reverenciou nomes como Beth Carvalho, Leci Brandão, Elza Soares, Alcione, Tia Surica, Teresa Cristina, Áurea Martins e Nilze Carvalho.
VITÓRIA NO MAPA DO SAMBA FEMININO

A participação de Vitória coloca novamente o Espírito Santo dentro de uma mobilização cultural que reúne cidades de diferentes regiões do país e também localidades fora do Brasil.
Mais do que uma apresentação musical, o encontro representa um espaço de visibilidade, reconhecimento, troca de experiências e valorização das mulheres que fazem o samba acontecer.
A roda também carrega uma mensagem de resistência. Historicamente marcado pela forte presença masculina em determinados espaços, o samba vem testemunhando o crescimento da participação feminina como intérpretes, compositoras, instrumentistas, produtoras e lideranças culturais.
E Vitória faz parte dessa transformação.
UM MOVIMENTO QUE NÃO PARA DE CRESCER
A dimensão alcançada pelo encontro mostra a força da articulação criada pelo movimento. Edições anteriores já reuniram rodas femininas simultaneamente em dezenas de cidades, conectando diferentes territórios por meio da música e da cultura.
Em 2026, a proposta volta ainda mais forte: 30 cidades, milhares de mulheres envolvidas e uma mesma batida.
No dia 26 de setembro, quando os instrumentos começarem a tocar, Vitória estará conectada a essa grande corrente feminina que atravessa o país e chega ao exterior.
É samba. É resistência. É ancestralidade. É protagonismo feminino.
E, neste ano, Vitória também entra na roda.












