Vereador critica administração e denuncia cobrança `por fora´ de empresas contratadas

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Para não perder a mão, a primeira semana do mês de outubro começa quente nos bastidores da política de Itapemirim.

Desde a última sessão da Câmara de Vereadores, quando o vereador João Bechara Neto ocupou a tribuna, levantando questões e acusações contra o prefeito Thiago Peçanha, que conseguiu uma liminar suspendendo a decisão do Tribunal Regional Eleitoral pela cassação do seu mandato.

Bechara Neto, em sua fala, colocou em dúvida a origem dos recursos utilizados pelo prefeito para pagar advogados e se manter no cargo, garantindo por uma liminar suspensiva, assinada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, Meira Brasil, que impediu a execução da sentença que cassou seu mandato por crime eleitoral, julgado em junho deste ano pela Corte Estadual, onde foi derrotado por 7 X 0.

De acordo com o vereador, na defesa do prefeito estão nada menos do que uma banca composta por 21 advogados, além do suporte jurídico que ele mantém advindo do Conselho Federal da OAB, que trabalham para sustentar o mandato do prefeito e de seu vice.

Em outra parte do pronunciamento, Bechara ainda falou sobre os ataques que vem sofrendo diuturnamente em suas redes sociais, inclusive chegou a citar os ataques proferidos pelo secretário de Turismo do município, que ao ser questionado sobre uma licitação presencial, visando contratar queima de fogos pirotécnicos ao custo aproximado de R$ 6 milhões para os cofres públicos, o atacou ferozmente – “Gostaria de deixar bem claro para o raivoso secretário, que estou em meu terceiro mandato consecutivo na Câmara de Vereadores, sendo que meu compromisso é e sempre foi o de defender os interesses do povo, principalmente aqueles menos assistidos por quem deveria estar fazendo por eles. Faltam remédios na farmácia básica, faltam veículos para transportar pacientes, mesmo não faltando carros bancados pela Prefeitura para ficar passeando pela cidade e para todo canto.

O vereador finalizou sua fala lançando uma grave denúncia contra a administração municipal, quando acusou, sem citar nominalmente ninguém, que é de conhecimento público a cobrança de percentuais variáveis de 10%, 15%, 20% e até mesmo de 30% de empresas que prestam serviços contratados pela municipalidade – “Todo mundo sabe que essa é uma praxe na Prefeitura de Itapemirim”, finalizou Bechara Neto.

A Câmara de Vereadores de Itapemirim se reúne novamente nesta terça-feira, 5, às 18 horas, quando o assunto poderá ser retomado nas discussões no plenário.

NR: Tentamos contato com a assessoria do prefeito para que pudesse se manifestar sobre a fala do vereador, mas até o fechamento desta matéria não recebemos o retorno. O espaço continua aberto para manifestação.

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