Trabalhadores preparam sepulturas para o enterro das vítimas dos terremotos de 24 de junho, no Cemitério La Esperanza, em La Guaira, Venezuela, em 6 de julho de 2026Crédito: REUTERS/Adriano Machado
A Venezuela contabiliza 3.535 mortes em decorrência dos terremotos que atingiram o país em 24 de junho. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (6) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.Play Video
Segundo a RT Brasil, os dados apresentados pelo parlamentar mostram que o número de feridos chegou a 16.740. Ao todo, 25.016 pessoas receberam atendimento durante a resposta à emergência desencadeada pelos abalos sísmicos.
Rodríguez informou, ainda, que 6.462 pessoas foram resgatadas desde o início das operações. Além disso, 86.794 famílias receberam algum tipo de assistência em meio aos trabalhos de socorro.
Infraestrutura afetada
O balanço também aponta que 856 edifícios sofreram danos estruturais, dos quais pelo menos 190 desabaram. Até o momento, 17.854 pessoas permanecem desabrigadas em consequência dos terremotos.
Desde o desastre, as autoridades venezuelanas registraram pelo menos 1.048 tremores secundários, que continuam afetando as áreas atingidas.
Operação de resposta
As ações de busca e resgate mobilizam 4.338 socorristas internacionais, além de 27.930 voluntários e 29.567 agentes envolvidos nas operações. Segundo Jorge Rodríguez, também foram distribuídas 9.603 toneladas de alimentos às populações afetadas.
Os dois terremotos ocorreram em 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5, e intervalo de apenas 39 segundos entre eles. Especialistas classificaram o fenômeno como um “terremoto-duplo”, considerado incomum.
Segundo as autoridades, os abalos foram os mais intensos registrados na Venezuela em 126 anos. Além das mortes e dos milhares de feridos, os terremotos provocaram o desabamento de edifícios e danos à infraestrutura crítica.
























