STF forma maioria de votos a favor de tornar ex-senador Magno Malta réu por calúnia

Por

Magno Malta, ex-senador - Foto: Divulgação/Senado Federal

Magno Malta, ex-senador — Foto: Divulgação/Senado Federal

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (23) maioria de votos a favor de tornar réu o ex-senador Magno Malta pelo crime de calúnia contra o ministro Luís Roberto Barroso.

Em junho, Magno Malta disse que Barroso "batia em mulher" e que o ministro responde a processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por crimes previstos na Lei Maria da Penha. A declaração foi feita em um evento público ligado a movimentos conservadores.

Barroso, então, apresentou queixa-crime contra Magno Malta. Agora, os ministros do STF analisam o tema em plenário virtual, no qual os votos são inseridos em um sistema eletrônico, sem a necessidade de convocação de uma sessão. O prazo para o julgamento acaba nesta sexta, às 23h59.

O crime de calúnia, do qual Magno Malta é acusado, consiste em atribuir falsamente a alguém um crime.

Em julho, ao apresentar defesa preliminar no caso, os advogados de Malta argumentaram que não havia indícios de crime ou de intenção de cometer o delito. Alegaram, também, questões processuais para pedir o arquivamento da queixa-crime.

Votos dos ministros

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes votou por tornar Magno Malta réu. Para Moraes, a liberdade de expressão não pode ser interpretada como liberdade de agressão nem como aval para destruição da democracia, das instituições e da dignidade e honra alheias.

O ministro também disse que a liberdade de expressão não é "liberdade de propagação de discursos mentirosos, agressivos, de ódio e preconceituosos".

“A Constituição Federal consagra o binômio 'liberdade e responsabilidade'; não permitindo de maneira irresponsável a efetivação de abuso no exercício de um direito constitucionalmente consagrado; não permitindo a utilização da liberdade de expressão como escudo protetivo para a prática de discursos de ódio, antidemocráticos, ameaças, agressões, infrações penais e toda a sorte de atividades ilícitas", escreveu Moraes no voto.

"A conduta dolosa do denunciado [Malta] descrita pelo querelante [Barroso] consistiu em sua vontade livre e consciente de imputar falsamente a magistrado desta Corte fato definido como crime, qual seja, a lesão corporal contra mulheres, no âmbito da violência doméstica", acrescentou.

Até a última atualização desta reportagem, os seguintes ministros já haviam votado e acompanhado o voto de Moraes: Luiz Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Rosa Weber.

Confira mais Notícias

Política

Cachoeiro de Itapemirim

Vereador Marcelinho Fávero assume Secretaria na Administração Municipal de Cachoeiro

Política

Guarapari

PM recupera veículo roubado e apreende arma e drogas em Guarapari

Política

Espírito Santo

Casagrande renunciará ao mandato para buscar vaga ao Senado. Ricardo assumirá Governo

Política

Presidente Kennedy

Presidente da Câmara de Presidente Kennedy poderá enfrentar processo de expulsão do PSB

Política

Presidente Kennedy

Sessão abre o Ano Legislativo na Câmara de Presidente Kennedy

Política

Vitória/ES

Na retomada do ano legislativo Marcelo Santos projeta cenário de 2026 para o Estado

Política

Vitória/ES

Governador e vice participam da Sessão Solene que marcará a reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa do ES

Política

Vitória/ES

Sessão Solene marcará retomada dos trabalhos do ano nesta segunda na Assembleia Legislativa