A programação cultural dos 491 anos da colonização do solo espírito-santense reuniu mais de 100 mil pessoas no Parque da Prainha, em Vila Velha, durante o fim de semana. Foram 50 mil pessoas no sábado (23) e outras 50 mil no domingo (24).
Os shows nacionais de Raça Negra, Jorge Aragão e Durval Lelys concentraram os maiores públicos da festa, que também contou com artistas capixabas, atrações infantis, roda de samba, forró, reggae, axé e programação alternativa.
No sábado (23), a programação começou após o desfile cívico-militar realizado na Orla de Itaparica. No Parque da Prainha, passaram pelo palco DJ Luciano Pankada, Derengos, Xá da Índia, Samba Jr., bateria da Mocidade Unida da Glória (MUG) e Alemão do Forró.
Moradora de Coqueiral de Itaparica, a estudante Maria Eduarda Gomes, 25 anos, acompanhou os shows durante a noite e disse que o momento mais marcante foi a apresentação do Raça Negra. “Quando eles começaram a cantar, parecia que todo mundo virou amigo ali. Tinha gente chorando, cantando abraçada, filmando, lembrando de momentos da vida. Foi um daqueles shows que mexem com memória afetiva mesmo”.
O aposentado João Batista Ferreira, 61, morador de Santa Mônica, contou que voltou à Prainha depois de muitos anos para acompanhar a programação. “Eu cresci frequentando essa região e fazia muito tempo que não via a Prainha daquele jeito. Tinha vida, tinha música, tinha família ocupando o espaço. Quando a bateria da MUG entrou, arrepiou. Aquilo ali tem a cara de Vila Velha”.
O show do grupo Raça Negra reuniu milhares de pessoas na região histórica da cidade e marcou o principal momento da programação noturna.
No domingo (24), as atividades começaram pela manhã com o grupo infantil Estripolia. Ao longo do dia, a programação teve apresentações de DJ Zappie, Andrea Nery, Jorge Aragão, Macucos no especial Timbamarley e Durval Lelys.
A Tenda Alternativa recebeu apresentações do projeto PIKE V.V e do Forró da Vila, com participação de Felipe Peó, Barbara Greco, Bem te Vi e DJ Fabricio Bravim.
Moradora de Jardim Camburi, em Vitória, a professora Ana Paula Ribeiro, 38, afirmou que decidiu permanecer o dia inteiro na Prainha após acompanhar as primeiras apresentações do domingo. “Você via as pessoas chegando cedo e ficando até a noite. O show do Jorge Aragão foi emocionante porque parecia uma grande roda de samba aberta. Tinha muita gente cantando junto do início ao fim”.
Já o motorista Carlos Henrique Souza, 54, morador de Laranjeiras, na Serra, disse que o encerramento com Durval Lelys transformou a Prainha em um grande carnaval. “Na hora que Durval entrou, parecia Carnaval de Salvador. O público pulou, cantou e ocupou tudo em volta do palco. Foi um clima muito forte de festa popular mesmo, daquele tipo que a pessoa guarda na memória”.
Além dos shows, a programação movimentou a área gastronômica montada no Parque da Prainha e ampliou a circulação de público no Centro Histórico durante o fim de semana.
O secretário de Cultura de Vila Velha, Felipe Marques Fonseca, afirmou que a ocupação cultural da Prainha fortalece a relação da população com os espaços históricos da cidade. “A presença do público na Prainha durante os dois dias reforça a importância da ocupação cultural dos territórios históricos de Vila Velha. A programação aproximou diferentes gerações por meio da música, da convivência e das manifestações culturais presentes na cidade”.
Desfile reuniu 15 mil pessoas na Orla de Itaparica
O Desfile Cívico-Militar realizado na manhã de sábado (23), na Orla de Itaparica, reuniu cerca de 15 mil pessoas.
A programação contou com participação das Forças Armadas, forças de segurança, estudantes, fanfarras, bandas escolares e instituições civis. Mais de mil alunos participaram do desfile, realizado pela primeira vez na região da orla.
O encerramento aconteceu com apresentação da bateria da Mocidade Unida da Glória (MUG), escola de samba de Vila Velha.


