A advogada Patrícia de Oliveira Gomes, que atuou como servidora comissionada no gabinete do vereador Paulo Neto (Podemos), protocolou uma grave denúncia contra o parlamentar que o coloca em maus lençóis e pode ter desdobramentos já no retorno do recesso da Câmara Municipal, previsto para o próximo dia 4 de fevereiro.
De acordo com a denúncia protocolada, o vereador é acusado de impor um regime de carga horária abusiva aos contratados para trabalhar em seu gabinete. Ela também menciona a contratação de servidores fantasmas pelo vereador, além de exigir parte dos salários dos servidores, prática nacionalmente conhecida como ‘rachadinha’. A servidora ainda relata o fato de ter sido exonerada em represália, a partir do momento em que começou a contestar sobre a conduta do edil. A ex-servidora entregou um verdadeiro dossiê, contendo mais de cem páginas pormenorizando e fundamentando a denúncia, com várias mídias nas redes sociais, além de prints de conversas capturadas em telas, onde comprovariam o suposto esquema de rachadinhas promovido pelo vereador.

Ao tomar conhecimento das denúncias, o presidente da Câmara, Tiago Leal, disse que a Mesa Diretora e o departamento jurídico do Poder Legislativo Municipal estão analisando a documentação apresentada, mas garantiu que adotará todas as medidas legais para tratar do assunto – “Já estamos de posse das denúncias que recaem contra o vereador, mas seguiremos o procedimento que também dá ao vereador o direito ao contraditório, que também será analisado pelo corpo jurídico da Casa”, disse Tiago, sem adiantar se o caso levará a abertura de abertura de uma Comissão Processante.
Paulo Neto foi eleito em 2022 para seu primeiro mandato e tem sua atuação marcada por polêmicas e denúncias contra o Executivo, o qual quase que diariamente é exposto com vídeos com cobrança para situações de ordem administrativa e de serviços, segundo ele, precarizados pela atual gestão.
