O beijú de Conceição de Muqui é uma tradição mantida há quase um século pelos moradores, descendentes de colonos europeus
Reforçando a luta para o reconhecimento de uma tradição que atravessa décadas, uma das marcas da diversidade cultural capixaba, o pequeno povoado no distrito de Conceição do Muqui, em Mimoso do Sul, pode ter enfim ver se tornar realidade o famoso e apetitoso “beiju” se tornar, através da proposta do Projeto de Lei apresentado pelo deputado Callegari (DC), como relevante interesse gastronômico e cultural do Espírito Santo, que já tramita nas comissões de Justiça, Cultura, Turismo e Finanças da Assembleia Legislativa (Ales).
Segundo explica o deputado, o beijú de Conceição de Muqui é diferente do conhecido beijú de tapioca, principalmente por ser feito à base de trigo, gordura de porco, sal e água – “Trata-se de uma iguaria tradicional, de origem trazida por imigrantes europeus, especialmente italianos e san marinenses, que desde o século XX passou a integrar o cotidiano da comunidade local”.

Callegari: preservação assegura a continuidade de um saber ancestral e o fortalecimento da economia / Foto: Lucas S. Costa
A iguaria costuma movimentar festa anual no município. “Mais que um alimento, o beijú representa memória afetiva, identidade e resistência cultural, presente em festividades religiosas, encontros familiares e no tradicional Festival do Beijú, realizado anualmente no distrito”, destaca o autor na mensagem de justificação.
“Sua preservação assegura não apenas a continuidade de um saber ancestral, mas também o fortalecimento da economia criativa e do turismo cultural da região sul capixaba”, complementa.
