PSB de Presidente Kennedy marca reunião para tratar da expulsão de Júnior por infidelidade partidária
Começa a complicar a situação política do presidente da Câmara de Vereadores de Presidente Kennedy, Fábio Feliciano de Almeida, mais conhecido como Junior de Gromogol. É que no próximo dia 6 de março, está marcada uma reunião extraordinária da Comissão Executiva do PSB local para analisar a representação feita pela filiada Ivone da Silva da Silveira, que pede sua expulsão do partido por infidelidade partidária.
A motivação da representação se deve aos procedimentos adotados por Júnior de Gromogol contra o prefeito reeleito, Dorlei Fontão, também do PSB, após este último ter tomado posse e retomado o mandato já com o aval do TSE.
De volta à Câmara, depois de uma interinidade que durou onze meses no comando do município, Júnior fez vários movimentos na Justiça, buscando destituir o prefeito reconhecidamente eleito, com alegações julgadas infundadas e sem nenhuma base legal. Estes movimentos desagradaram profundamente a direção estadual do Partido Socialista Brasileiro em Vitória, que motivou a Comissão Executiva Municipal a pedir a reunião extraordinária para tratar do caso.
A reunião, convocada pelo presidente da PSB local, Fabrício Cordeiro da Cruz, acontecerá às 18 horas do próximo dia 6 de março, no auditório da Secretaria Municipal de Educação, localizada na Rua Olegário Fricks 99, no Centro da cidade. Na reunião extraordinária o Conselho de Ética será instado a analisar o caso que poderá resultar na expulsão de Júnior do PSB. Na hipótese do julgamento do Conselho de Ética decidir pela expulsão por infidelidade partidária, o PSB poderá requerer o mandato de Júnior na Justiça Eleitoral.
A reportagem de O JORNAL fez contato com o presidente da Câmara para que ele desse sua versão e posicionamento sobre a reunião da Executiva Municipal do PSB, mas ele preferiu não se pronunciar no momento, deixando sua fala para outra ocasião oportuna.
Histórico
Fábio Feliciano de Almeida, popularmente conhecido como Juninho de Gromogol, foi eleito para o primeiro mandato de vereador nas eleições municipais de 2024, com o apoio de Dorlei Fontão, que concorreu e foi eleito no mesmo pleito.
O grupo do prefeito, ciente que sua eleição seria contestada, após os resultados das urnas tratou de articular nos bastidores o nome de Júnior para a presidência da Câmara de Vereadores, o que o colocaria como substituto de forma interina no cargo, até que o processo no TRE fosse concluído.
Dessa forma, como previsto, em 1º de janeiro de 2025, assim foi feito. Júnior foi alçado à presidência da Câmara, e consequentemente, com o impedimento de Dorlei, o substituiu no comando do Executivo Municipal.
Nos primeiros meses da interinidade, tudo parecia correr dentro da normalidade, mas com o passar dos meses e sem uma resposta imediata da Justiça Eleitoral, Júnior passou a destoar do grupo que o elegeu e passou a imprimir sua própria marca na gestão, o que o levou a destituir vários secretários e correligionários da equipe de governo que já vinha do governo anterior de Dorlei.
Em 27 de novembro de 2025, depois de vários recursos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu e determinou ao TRE-ES (Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo), por meio do juízo da 43ª Zona Eleitoral, responsável por Presidente Kennedy, que expedisse o diploma de prefeito para Dorlei Fontão. O documento foi assinado pelo juiz titular Douglas Demoner Figueiredo e a diplomação e posse de Dorlei e Tancredo, seu vice-prefeito na chapa, foi dada no dia seguinte, 28 de novembro, na Câmara Municipal de Vereadores.
Depois disso, já como presidente da Câmara, Júnior impetrou vários recursos buscando demover as decisões favoráveis à Dorlei, todos estes até então negados pelas instâncias máximas do Poder Judiciário.


