Léo Abrantes, o ‘Léo Português’, prefeito de Anchieta, foi um dos primeiros retratados pelas trends
A comunicação política ganhou um novo aliado nas redes sociais: as trends baseadas na construção de imagens que representam o ofício ou a rotina das pessoas. Atentos à velocidade do ambiente digital, políticos de diferentes regiões do país embarcaram na tendência e passaram a compartilhar versões visuais de si mesmos inspiradas em suas funções públicas e trajetórias profissionais.
Nos bastidores, a movimentação foi rápida. Equipes de marketing e comunicação não perderam tempo e orientaram seus assessorados a aderirem ao movimento ainda nos primeiros dias de viralização. A estratégia se mostrou uma grande sacada, principalmente por apostar na humanização da imagem pública. Ao mostrar o político em uma linguagem mais próxima do cotidiano, a ação reduz distâncias simbólicas e fortalece a identificação com o eleitorado.

Trends do secretário de Estado do Turismo, Victor Coelho
Especialistas em comunicação digital apontam que trends desse tipo funcionam porque exploram elementos de pertencimento e autenticidade. Quando o público reconhece traços reais da personalidade ou da história profissional do agente público, a conexão tende a ser mais espontânea e orgânica — algo cada vez mais valioso em tempos de excesso de informação e disputa por atenção.
Por outro lado, quem não embarcou na onda acabou ficando para trás. No universo das redes sociais, o timing é decisivo. Trends são rápidas, têm pico de engajamento curto e exigem reação quase imediata. Postar depois que o assunto já perdeu força dificilmente gera o mesmo impacto, podendo até passar a sensação de desconexão com o que está acontecendo no momento.

O prefeito de Itapemirim, Geninho Alves, também entrou na onda dos trends
A lição que fica para o marketing político é clara: monitorar tendências em tempo real deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade. No jogo digital, quem entende a velocidade da conversa pública larga na frente — e quem hesita, corre o risco de “comer mosca” e perder oportunidades valiosas de diálogo com a população

