Pesca artesanal entra na campanha e Marcão cobra tratamento igual para o litoral Sul

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O JORNAL

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A pesca artesanal entrou no debate eleitoral com uma cobrança direta de Marcão Vivácqua (Agir), candidato a deputado estadual. Em vídeo de campanha, ele manifesta seu inconformismo com o que considera uma diferença de tratamento entre as comunidades pesqueiras do Norte e do Sul do Espírito Santo, especialmente em relação à estrutura e à logística oferecidas aos pescadores.

Marcão afirma que conhece de perto a realidade do setor. Antes de transformar a pesca em uma das bandeiras de sua campanha, ele já foi proprietário de embarcação de pesca, experiência que, segundo sua trajetória, lhe dá conhecimento direto sobre as dificuldades enfrentadas por quem vive da atividade.

É a partir dessa experiência que o candidato faz uma cobrança contundente:

“Cidades do Norte recebem um tratamento diferenciado também na questão pesqueira, onde são oferecidas condições estruturais e logística inimagináveis para a Costa Sul, tamanho o descaso dado.”, protestou o candidato.

Na avaliação apresentada por Marcão, a estrutura existente no Sul ainda não corresponde à importância econômica e social da pesca para os municípios litorâneos.

“O mesmo tratamento para o Sul”

O candidato afirma que pretende levar a reivindicação para a Assembleia Legislativa caso seja eleito e cita nominalmente os municípios que, segundo ele, precisam de maior atenção:

“Eu, uma vez eleito para a Ales, estarei lutando para que o mesmo tratamento aos pescadores do Norte seja dado para as comunidades pesqueiras do Sul. Guarapari, Anchieta, Piúma, Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy podem contar com minha luta.”, disse.

A pesca e a economia do mar estão entre os compromissos apresentados oficialmente pela campanha de Marcão, que defende investimentos em infraestrutura, crédito e comercialização para os pescadores e para toda a cadeia do pescado.

Uma cobrança baseada na vivência

Ao abordar o assunto, Marcão procura também se colocar como alguém que conhece a realidade do pescador não apenas pelo discurso político. A experiência como proprietário de embarcação de pesca acrescenta à sua fala uma relação direta com o setor, dando ao candidato o que ele apresenta como um lugar de fala para cobrar melhorias.

A questão, para Marcão, não se resume à construção de píeres ou estruturas de desembarque. Envolve as condições para sair para o mar, desembarcar, conservar, armazenar e comercializar o pescado, além da geração de renda para famílias que dependem da atividade.

Entre os problemas que atingem diretamente os trabalhadores da pesca está também o assoreamento que impede embarcações de alcançarem a área de atracagem no Porto da Barra, em Marataízes. A situação prejudica os barqueiros, dificulta a chegada e a saída das embarcações e compromete uma etapa fundamental da atividade pesqueira. O problema se arrasta há décadas, sem que uma solução definitiva tenha sido apresentada, tornando-se mais um dos obstáculos enfrentados diariamente por quem depende da pesca para trabalhar e sustentar suas famílias.

O Sul capixaba reúne importantes comunidades pesqueiras, com destaque para Anchieta, Piúma, Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy. A própria campanha de Marcão identifica Itapemirim como um dos principais polos da pesca na região e coloca a atividade entre as vocações econômicas que pretende defender.

“Tamanho o descaso”, diz candidato

O tom adotado por Marcão é de cobrança. Ao afirmar que as condições oferecidas no Norte seriam muito superiores às encontradas na Costa Sul, o candidato transforma a estrutura da pesca em mais um exemplo do que considera uma distribuição desigual de atenção e investimentos no Espírito Santo.

A mensagem central de Marcão é direta: se o Sul tem uma atividade pesqueira relevante e comunidades que dependem dela, os pescadores da região também devem ter acesso a estrutura e políticas públicas compatíveis com essa importância.

E a mensagem que Marcão tenta deixar é clara: quem conhece o mar por experiência própria quer levar para dentro da Ales a voz de quem ainda enfrenta dificuldades para viver dele. Para o candidato, a luta pela pesca artesanal também é uma luta pelo reconhecimento do potencial econômico e pela valorização de uma atividade que faz parte da identidade do litoral Sul capixaba.

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