O que os outros encontram sobre você na Internet? Saiba controlar informações — Foto: Reprodução/Shutterstock
O que aparece quando você pesquisa seu nome no Google? Perfis esquecidos em redes como Flickr e Tumblr, publicações envelhecidas no X (antigo Twitter) ou no Facebook e até fotos que você nem lembrava mais podem continuar circulando na Internet. Com 5,7 bilhões de usuários de redes sociais, segundo um relatório da Sprout Social, revisar sua pegada digital é essencial para controlar sua privacidade online. Por isso, o TechTudo reuniu 8 dicas para gerenciar sua presença online. Confira.
1 – Pesquise seu nome na internet
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O primeiro passo para entender sua presença digital é pesquisar o próprio nome em mecanismos de busca, como o Google. Use aspas no nome completo para o buscador exibir resultados com a frase exata, na mesma ordem, reduzindo variações e associações incorretas. Como os resultados podem variar entre plataformas, vale repetir a busca em outros buscadores, como o Bing. Sempre que possível, faça essas pesquisas no modo anônimo do navegador, para evitar que o histórico ou o login em contas influencie o que é exibido. Anote todos os domínios de sites que o mencionem, links para perfis em redes sociais, vídeos do YouTube e qualquer outro conteúdo relevante.
Para aprofundar a análise, combine seu nome com termos como cidade, profissão, universidade ou empresa. Use aspas apenas no nome e adicione os demais termos fora delas, separados por espaço, como em “Caroline Ayala Silvestre” jornalismo USC. Para refinar ainda mais, use o sinal de menos para excluir termos (exemplo: “Caroline Ayala Silvestre” -Facebook). Explore os resultados até páginas mais avançadas, como a décima, e também verifique a aba de imagens. Além disso, faça uma busca reversa, enviando uma foto sua.
Outra dica é perguntar a chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini Google, quais informações públicas estão disponíveis sobre você. Embora esses chatbots de IA nem sempre sejam totalmente confiáveis, eles podem fornecer uma visão geral do que circula na internet e está associado ao seu nome.
2 – Mapeie suas contas online
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Após pesquisar o que aparece sobre você na web, o próximo passo é mapear suas contas digitais. Faça uma lista com todas as redes sociais, serviços e e-mails que você já utilizou. Para isso, tente reunir todas as contas que você se lembrar de ter criado. Vale incluir plataformas menos óbvias, como fóruns, sites de compras, apps de edição de imagem e serviços de armazenamento em nuvem. Você pode organizar essa lista em um documento, bloco de notas ou até no papel.
Esse levantamento ajuda a lembrar de perfis que ainda podem estar ativos e públicos, mesmo sem uso há anos, assim como e-mails antigos vinculados a contas que você não usa mais. Por exemplo, um perfil no Tumblr ou no X (antigo twitter), ou até mesmo um cadastro em plataformas como o LinkedIn, pode conter informações desatualizadas ou até sensíveis. Essa lista será útil para as próximas etapas, que envolvem revisar as configurações de cada conta, publicações antigas e outros dados. A partir disso, você pode decidir o que manter, atualizar, tornar privado ou excluir.
3 – Revise as configurações de privacidade
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As configurações de privacidade são fundamentais para controlar o que outras pessoas podem ver sobre você. Além disso, as plataformas atualizam com frequência suas opções de segurança e privacidade, por isso é uma boa ideia revisar o que está ativado ou desativado de vez em quando. Em cada serviço, verifique quais dados estão públicos e ajuste quem pode visualizar suas postagens, fotos e informações pessoais.
Também é importante revisar os dados armazenados na sua conta do Google. Ao acessar myaccount.google.com, vá até a seção “Dados e privacidade” para conferir o histórico do Chrome, vídeos assistidos no YouTube, locais visitados e outros dados. É possível excluir essas informações manualmente, ativar a exclusão automática ou desativar o rastreamento. Antes disso, você pode fazer uma cópia dos dados da sua Conta do Google pelo Google Takeout (takeout.google.com), incluindo registros de acesso, calendário, histórico de navegação, arquivos do Google Drive e outros conteúdos.
Outro ponto importante é o controle de anúncios personalizados. O Google permite visualizar quais interesses foram associados ao seu perfil e desativar essa personalização. Além disso, revise permissões concedidas a aplicativos e serviços de terceiros que usam sua conta para login. No celular, também vale verificar quais apps têm acesso a dados como localização, câmera e contatos.
4 – Verifique conteúdos antigos e marcações
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Com as contas mapeadas, é hora de revisar o conteúdo publicado ao longo do tempo. Verifique postagens, fotos e comentários antigos, inclusive aqueles em que você foi marcado por outras pessoas. Em redes como Facebook e Instagram, marcações podem expor conteúdos que não aparecem diretamente no seu perfil, mas continuam visíveis para outros usuários. Situações comuns incluem fotos antigas em festas ou comentários em páginas públicas. Esse tipo de conteúdo pode não representar mais quem você é hoje, mas ainda pode ser encontrado. Aproveite para excluir publicações, remover marcações ou até pedir que terceiros apaguem conteúdos que te envolvam.
Outra dica é visualizar seu perfil como visitante. Algumas redes oferecem essa função, mas também é possível sair da conta ou usar uma aba anônima para simular o acesso de outra pessoa. Além disso, revise sua lista de seguidores e contatos, observando quem você segue e quem te segue para avaliar se realmente conhece essas pessoas. Perfis desconhecidos podem ter acesso a informações pessoais, então vale revisar essa lista de tempos em tempos e remover conexões que não façam mais sentido.
5 – Solicite remoção de dados
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Se você encontrar informações pessoais indesejadas na internet, é possível solicitar a remoção diretamente às plataformas ou aos mecanismos de busca. No caso do Google, existe um formulário específico para pedir a retirada de dados, como números de telefone ou endereços residenciais que possam ser usados para roubo de identidade. Para isso, acesse a página de suporte do Google em support.google.com e procure pela opção de remoção de conteúdo. A empresa analisa cada solicitação e pode remover resultados da busca quando eles violam as políticas de conteúdo pessoal.
Caso o conteúdo não viole as políticas, mas você ainda queira que ele saia da internet, o caminho é solicitar a remoção diretamente na página original. Para isso, é necessário entrar em contato com o responsável pelo site. Uma forma de descobrir quem administra a página é usar ferramentas de consulta de domínio, como o WHOIS. As informações de contato do proprietário geralmente aparecem como “e-mail do responsável pelo registro”. Além disso, as plataformas de redes sociais também costumam oferecer páginas de ajuda com instruções sobre remoção de conteúdo e políticas de privacidade, o que pode facilitar o processo em casos de fotos, perfis ou publicações indevidas.
6 – Verifique se seus dados já vazaram
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Outra etapa importante é verificar se seus dados já foram expostos em vazamentos na internet. Ferramentas como o Have I Been Pwned permitem checar se seu e-mail ou senha já apareceram em incidentes de segurança. Para isso, acesse o site haveibeenpwned.com e insira o endereço de e-mail no campo indicado para consultar se ele foi comprometido em alguma violação de dados.
Nos resultados, a plataforma mostra em quais vazamentos o e-mail apareceu, incluindo o nome do serviço afetado e o ano do incidente. Também é possível verificar senhas expostas ao acessar a aba “Senhas” no menu superior. Se houver algum registro, a recomendação é trocar imediatamente as senhas das contas envolvidas e não reutilizá-las em outros serviços. Além disso, é importante ativar a verificação em duas etapas sempre que essa opção estiver disponível.
7 – Construa sua presença online
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Além de pensar no que não publicar ou em quais publicações e contas inativas excluir, também vale considerar o que você quer que as pessoas encontrem sobre você na internet. Por exemplo, atualizar ou criar um perfil profissional em plataformas como o LinkedIn ajuda a direcionar como seu nome aparece nas buscas, principalmente ao incluir informações como formação, área de atuação e experiências recentes.
Outra opção é criar um site pessoal ou portfólio online. Plataformas como Wix, WordPress e Google Sites permitem montar páginas simples para reunir informações profissionais, projetos, contatos e links relevantes. Redes sociais abertas, como o Instagram ou TikTok, também podem ser usadas de forma estratégica para divulgar trabalhos ou projetos autorais.
No Instagram, por exemplo, é possível manter um perfil no estilo “bookstagram”, com publicações sobre leituras e recomendações, ou um perfil de autora para divulgar um livro e compartilhar bastidores da escrita. Como esses perfis costumam aparecer nas buscas, manter as informações atualizadas ajuda a controlar o que outras pessoas encontram ao pesquisar seu nome.
8 – Considere reduzir sua presença digital
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Se a ideia for diminuir sua exposição na internet, você pode tornar suas contas em redes sociais privadas, desativar ou até excluir aquelas que não usa mais. Antes disso, vale revisar quais informações deseja manter e usar as ferramentas de download de dados oferecidas pelas plataformas, que permitem salvar fotos, mensagens e outros conteúdos importantes.
No Facebook e no Instagram, por exemplo, acesse “Configurações e privacidade”, entre na “Central de Contas”, selecione “Suas informações e permissões” e depois “Exportar informações”. Já no X, vá em “Configurações e privacidade”, toque em “Sua conta” e solicite o download de um arquivo com seus dados, que inclui posts, mídias e outras informações do perfil.
Após salvar o que for necessário, você pode seguir com a desativação ou exclusão definitiva da conta. A desativação oculta o perfil e permite reativá-lo depois, enquanto a exclusão remove os dados de forma permanente. Também vale revisar cadastros antigos em sites de compras, fóruns, plataformas de cursos online e sites de emprego, já que essas contas podem continuar armazenando informações mesmo sem uso.
**Com informações de ZDNET



