Em clima de descontração, os oito vereadores de oposição a atual administração municipal dão mostras de estarem unidos e que irão encarar os embates juntos
O ano de 2026 reserva capítulos que podem mexer com as estruturas políticas em Marataízes, dando prosseguimento ao embate travado entre o prefeito e o grupo oposicionista na Câmara Municipal.
Após a conturbada sessão extraordinária, ocorrida no último dia de 2025, quando da apreciação do veto do prefeito sobre a suplementação do orçamento para 2026 – o prefeito havia solicitado a possibilidade de poder suplementar a peça orçamentária em até 80%, enquanto os vereadores, por emenda, fixaram em 10%. Naquela sessão, os oito vereadores oposicionistas não concordaram com condução dos trabalhos e se abstiveram de votar. A sessão continuou sob protestos e com apenas cinco votos, o veto do prefeito foi mantido.
Os vereadores contrários à manutenção do veto levaram o caso à Justiça solicitando a nulidade da sessão por descumprimento do regimento interno da Câmara, mas o juiz de plantão, em decisão provisória, não aceitou o pedido, alegando que os efeitos da decisão da Câmara não seriam imediatos e poderia ser discutido em outra oportunidade.
Nos primeiros dias do ano, após a manutenção do veto, circulou pela cidade de que dois vereadores oposicionistas haviam aproximado da administração, virando o jogo no apoio político da Casa, o que garantiria a maioria dos votos pró-governo. Esta versão foi contestada pelos oposicionistas que, para restabelecer a verdade, se reuniu em uma cafeteria da cidade para demonstrar a união do grupo oposicionista.

O vereador Weliton Silva (foto), falando em nome do grupo, disse que a partir do próximo dia 3 de fevereiro, no retorno dos trabalhos legislativos, serão tomadas as medidas necessárias para retomar, dentro do que prevê a separação dos poderes, as reais atribuições da Câmara de Vereadores – “Existe um Regimento Interno na Câmara e ele não foi cumprido na sessão. O prefeito, mesmo com a minoria na Casa, fez um atropelo, passando por cima da maioria do plenário. Vamos retomar a ação e provar que a sessão que garantiu o veto do prefeito seja anulada e retorne para novas deliberações, seguido o rito legal”, afirmou.
Diante do quadro exposto, o início do ano de 2026, ao contrário do senso comum entre os brasileiros, não começará apenas após o carnaval. Ao que tudo indica, em Marataízes esta lógica será quebrada, marcando o período do pré-carnaval com muito barulho e agitação no meio político.
