Maioria do STF vota a favor da responsabilização das redes sociais 

Por

Agência Brasil

Placar da votação é de 6 votos a 1 até o momento

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quarta-feira (11) a favor da responsabilização das plataformas que operam as redes sociais pelas postagens ilegais feitas por seus usuários.

Até o momento, o placar da votação é de 6 votos a 1 para que as plataformas sejam responsabilizadas civilmente na Justiça pelos conteúdos ilícitos, como postagens antidemocráticas e contra o sistema eleitoral, discursos de ódio (racismo e homofobia), incitação de crimes contra autoridades e transmissão lives que induzem ao suicídio e à automutilação de crianças e adolescentes. 

Após a formação da maioria, o julgamento foi suspenso e será retomado nesta quinta-feira (12), quando os demais ministros votarão a tese jurídica que vai definir as regras para aplicação da decisão.

A Corte julga a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

De acordo com o dispositivo, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só podem ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo. 

Votos

Na sessão de hoje, o ministro Gilmar Mendes considerou que o Artigo 19 é “ultrapassado” e que a regulamentação das redes sociais não representa uma ameaça à liberdade de expressão.

Para o ministro, o “modelo de irresponsabilidade das plataformas” não pode ser mantido.

“A retórica corporativa tem instrumentalizado a liberdade de expressão para preservar modelos de negócio, mantendo o status quo, no qual decisões com impactos profundos sobre a democracia são tomadas de forma opaca e sem prestação de contas”, afirmou. 

Cristiano Zanin votou pela inconstitucionalidade do artigo e afirmou que o dispositivo não é adequado para proteger os direitos fundamentais e impõe aos usuários o ônus de acionar o Judiciário em caso de postagens ofensivas e ilegais.

“Essa liberdade de expressão pode estar sendo mal utilizada para atacar o Estado de Direito, a incolumidade física das pessoas, inclusive crianças e adolescentes”, afirmou Zanin.

Nas sessões anteriores, os  ministros Luiz Fux e Dias Toffoli votaram para permitir a exclusão de postagens ilegais por meio de notificações extrajudiciais, ou seja, pelos próprios atingidos, sem decisão judicial prévia.

Luís Roberto Barroso diz que a ordem judicial é necessária para a remoção somente de postagens de crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria”). Nos demais casos, a notificação extrajudicial é suficiente para a remoção de conteúdo, mas cabe às redes o dever de cuidado para avaliar se as mensagens estão em desacordo com as políticas de publicação.

O único voto divergente foi proferido pelo ministro André Mendonça, que votou a favor pela manutenção das atuais regras que impedem a responsabilização direta das redes.

Casos julgados

O STF julga dois casos concretos que envolvem o Marco Civil da Internet e que chegaram à Corte por meio de recursos.

Na ação relatada pelo ministro Dias Toffoli, o tribunal julga a validade da regra que exige ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores por atos ilícitos. O caso trata de um recurso do Facebook para derrubar decisão judicial que condenou a plataforma por danos morais pela criação de perfil falso de um usuário.

No processo relatado pelo ministro Luiz Fux, o STF discute se uma empresa que hospeda um site na internet deve fiscalizar conteúdos ofensivos e retirá-los do ar sem intervenção judicial. O recurso foi protocolado pelo Google. 

Mais Notícias

REGULAMENTAÇÃO

Mobilidade: Decreto proíbe estacionamento de veículos de grande porte em locais específicos

REGULAMENTAÇÃO

Cetran/ES apresenta propostas de regulamentação de bicicletas elétricas para a Senatran

REGULAMENTAÇÃO

Senado aprova projeto contra adultização de crianças na internet

REGULAMENTAÇÃO

Câmara de Cachoeiro aprova modernização e identidade visual de Taxis da cidade

REGULAMENTAÇÃO

Voto de Toffoli responsabiliza redes por conteúdos ilegais de usuários

REGULAMENTAÇÃO

Clube de Física e Astronomia de Guarapari é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Física

REGULAMENTAÇÃO

Começa nesta segunda (3) novas regras para pilotar scooter elétrica no Brasil

REGULAMENTAÇÃO

Novas regras para impulsionar a silvicultura no Espírito Santo já estão valendo

REGULAMENTAÇÃO

Novas regras para impulsionar a silvicultura no Espírito Santo já estão valendo

REGULAMENTAÇÃO

Trabalhadores Ambulantes de Itapemirim se reúnem na PMI

REGULAMENTAÇÃO

Trabalhadores Ambulantes de Itapemirim se reúnem na PMI

REGULAMENTAÇÃO

Prefeitura debate implementação do serviço de inspeção municipal em Marataízes

REGULAMENTAÇÃO

Prefeitura debate implementação do serviço de inspeção municipal em Marataízes

REGULAMENTAÇÃO

Consulta Pública busca contribuições para normatizar a regulação do uso de água subterrânea no Espírito Santo

REGULAMENTAÇÃO

Consulta Pública busca contribuições para normatizar a regulação do uso de água subterrânea no Espírito Santo

REGULAMENTAÇÃO

Decreto determina locais e horários permitidos para prática esportiva nas praias de Guarapari

REGULAMENTAÇÃO

Cachoeiro tem mudanças no código tributário e criação de loteria municipal

REGULAMENTAÇÃO

Cachoeiro tem mudanças no código tributário e criação de loteria municipal

REGULAMENTAÇÃO

Catatores de caranguejo: cadastro para receber auxílio vai até dia 15 em Anchieta

REGULAMENTAÇÃO

Novo Marco Regulatório do Saneamento Básico do Espírito Santo