Justiça do Trabalho confirma leilão da Sede do Clube Atlético Itapemirim

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Presidente do Atlético sonha com ampliação do José Olívio Soares em 2018 |  atlético-es | ge

Está marcado para o próximo dia 19 de outubro o leilão judicial da sede do Clube Atlético Itapemirim.

O leilão foi marcado por ordem do juiz João de Oliveira Batista, da 1ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim, com base na decisão proferida no último 26 de setembro, onde ficou reconhecida a reclamação trabalhista movida contra o Clube Atlético Itapemirim por Bruno Nogueira Barbosa.

De acordo com o mandado de notificação (ATSum 0000126-51.2020.5.17.0131), entregue por um Oficial de Justiça Avaliador, o leilão judicial ocorrerá no próximo dia 19 de outubro, com encerramento às 13 horas, na modalidade eletrônica, comandada pela leiloeira pública Hiderlene Duszeiko, através do site www.hdleiloes.com.br

Todo o patrimônio do clube foi avaliado de forma oficial pelo avaliador destacado pela 1ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim.

De acordo com a determinação do magistrado, os lances poderão ser oferecidos por igual valor ou superior ao da avaliação. Não havendo lances iguais ou superiores ao valor da avaliação, o leilão permanecerá aberto até o segundo leilão, que acontecerá no mesmo dia (19/10/21), com encerramento previsto para 16 horas, e será, desta vez, pela melhor oferta, exceto pelo preço vil (60%) do valor da avaliação.

Até o momento do fechamento desta matéria, não conseguimos contato com a direção do Clube Atlético Itapemirim para se manifestar sobre o assunto e quais as providências que estão sendo tomadas para que o patrimônio do clube não seja perdido desta forma. O espaço continua aberto para manifestação.

Revolta

O clima na cidade, diante da possibilidade iminente da perda do Estádio José Olívio Soares, sede do Atlético, é de revolta e indignação. 

As pessoas não conseguem entender como a situação chegou à este ponto e culpam as administrações anteriores pela bancarrota, mesmo tendo recebido nos últimos anos, quantias significativas de recursos, inclusive públicos, para a manutenção das equipes formadas para disputas de campeonatos estadual e nacional .

Um antigo morador, filho do município e torcedor do Galo da Vila, que pediu para, no momento, manter seu nome em sigilo, mas que garantiu se manifestar em outra oportunidade, disse que ''é mais uma história que querem enterrar, fruto da irresponsabilidade de alguns''. Ele chega a sugerir que a Câmara de Vereadores tem a obrigação de fazer uma investigação sobre o caso, principalmente por envolver dinheiro público – "A Câmara tem que investigar o que afinal levou a esta situação catastrófica. Os vereadores, na melhor das intenções, aprovaram recursos para a agremiação esportiva para formar o time. Hoje vemos ações trabalhistas de ex-atletas e até de funcionários. É preciso saber quem ou quais são os responsáveis", cobrou.

 

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