
O combate a violência contra as mulheres precisa de um trabalho educativo nas escolas e do envolvimento dos líderes religiosos nessa luta
Os dados estatísticos da secretaria estadual de segurança pública mostram um crescimento de 53,3% no número de homicídios de mulheres esse ano, se comparado ao mesmo período do ano passado.
“De primeiro de janeiro até hoje, 23 mulheres foram assassinadas em nosso Estado contra 15 no ano passado. Vila Velha é o município com maior número de mortes, 9 esse ano, seguido de Serra, Linhares e Cachoeiro de Itapemirim com duas mortes cada”, destacou a deputada Janete de Sá, presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher e combate à Violência Familiar e Doméstica da Assembleia legislativa do ES.

O evento reuniu seguimentos do poder público, sociedade civil organizada, estudantes e a população capixaba que pode assistir o debate pela TV Assembleia.
O secretário Estadual de Segurança, Cel. Alexandre Ramalho apresentou o Programa Mulher Segura, a mais nova ferramenta do Estado no combate à violência contra a mulher. “A principal novidade é a implantação do monitoramento eletrônico 24 hs de agressores, por meio de tornozeleira eletrônica. Dessa forma a polícia vai poder agir de maneira mais rápida e eficaz para garantir a integridade e a vida das mulheres em situação de vulnerabilidade. É a tecnologia a serviço da segurança das mulheres capixabas” declarou o secretário Alexandre Ramalho.
Todas as ações que existem no ES para atender as mulheres vítimas de violência familiar e doméstica foram destacadas na audiência. “Apesar de toda a integração e o trabalho de conscientização que fazemos no ES muitas mulheres nem sequer sabem que são vítimas”, afirmou a juíza Maria Hermínia Azoury, coordenadora Estadual do Núcleo de Mulher em Situação de Violência Familiar e Doméstica( Comvives) do Tribunal de Justiça.
Durante a audiência mais de 30 participantes fizeram uso da palavra e falaram sobre o trabalho que realizam e as dificuldades enfrentadas no combate a violência contra as mulheres.
Diante de tudo o que foi exposto a deputada Janete de Sá vai trabalhar para levar informação para as crianças, adolescentes e jovens, através de encontros na Assembleia. Propor ao governo a abertura de editais da pesquisa sobre a violência contra a mulher, aproximação da polícia com a sociedade, levar o ônibus itinerante da Polícia Civil as comunidades mais distantes em todo o Estado. Janete ressaltou ainda a necessidade do envolvimento da secretaria de educação para implantar um trabalho educativo nas escolas e, o envolvimento das matizes religiosas nessa luta contra a violência que só será combatida com o engajamento de todos.


