Iniciativa alia robótica, esporte e educação

Por

Redação

Projeto reconhece a robótica como esporte de competição no estado e confere à atividade relevância educacional

Reconhecer a robótica como esporte de competição e de relevância educacional no Espírito Santo. Essa é a finalidade do Projeto de Lei (PL) 207/2024, protocolado na Assembleia Legislativa (Ales) pelo deputado Dr. Bruno Resende (União).

A iniciativa define como robótica as atividades que envolvem o design, a construção, a operação e a aplicação de robôs, assim como os sistemas de computação para seu controle, feedback sensorial e processamento de informações, praticadas tanto de maneira individual quanto coletiva, com fins competitivos, educativos e de desenvolvimento tecnológico.

Para o parlamentar, a robótica, ao integrar conceitos de matemática, física, programação, engenharia e tecnologia da informação, torna-se uma ferramenta educacional multidisciplinar capaz de desenvolver habilidades críticas e promover o pensamento inovador entre estudantes.

Dr. Bruno acredita que robótica pode ajudar a promover a inovação e o empreendedorismo / Foto: Ellen Campanharo

“No Estado, a adoção da robótica nas escolas e como um esporte de competição representa uma oportunidade significativa para estimular o interesse dos jovens em áreas essenciais para o desenvolvimento econômico e tecnológico do estado e do país”, explica Dr. Bruno na justificativa da proposição.

Em relação ao reconhecimento como esporte, o objetivo é fomentar a prática da robótica como meio de aprendizagem interdisciplinar; incentivar a participação em competições locais, nacionais e internacionais; estimular a inclusão social por meio do acesso à tecnologia e à educação científica; e promover a inovação e o empreendedorismo por meio da experimentação e do desenvolvimento tecnológico.

Já a relevância educacional fundamenta-se na capacidade da robótica de integrar conhecimentos de diversas áreas do saber; desenvolver o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de inovação dos estudantes; preparar os alunos para os desafios do século XXI, em especial, do mercado de trabalho; e de fomentar o interesse pela pesquisa científica e pelo desenvolvimento tecnológico desde a educação básica.

“Pode desempenhar um papel crucial na redução das disparidades educacionais, oferecendo acesso equitativo à tecnologia e promovendo a inclusão social. É fundamental garantir que todos os estudantes, independentemente de seu background socioeconômico, tenham a oportunidade de desenvolver as habilidades necessárias para prosperar na economia digital”, ressalta Dr. Bruno.

Segundo o texto, o Poder Executivo estadual poderá apoiar a criação de programas de robótica nas escolas públicas e privadas; incentivar a realização de competições e feiras de robótica; estabelecer parcerias com instituições e empresas; capacitar professores e técnicos da área; e criar bolsas de estudo e premiações para estudantes e professores que se destacarem no campo.

Se o PL for aprovado e virar lei, a nova legislação entra em vigor na data de sua publicação em diário oficial.

Tramitação 

A matéria será avaliada pelas comissões de Justiça, Educação, Ciência e Tecnologia, Desporto e Finanças.

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