Impactos da Lei Antifacção é debatido durante encontro de segurança pública

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Redação

Debates contribuíram para a elaboração de documento com sugestões para enfrentar o crime organizado / Foto: Natan de Oliveira

O deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (Podemos), e o secretário nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, André Garcia, estiveram entre os palestrantes no último dia do evento “Brasil sob Ameaça”, encerrado nesta terça (28). 

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O encontro de caráter nacional realizado em Vitória, com apoio institucional da Assembleia Legislativa (Ales), discutiu ações para o enfrentamento das organizações criminosas no país, em especial o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho – que se desenvolveram inicialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. 

Três eixos 

Relator da Lei que institui o marco legal do combate ao crime organizado no Brasil, a chamada Lei Antifacção (15.358/2026), sancionada no último mês de março, Derrite afirmou que a nova legislação dispõe de instrumentos para combater a escalada dos criminosos, mas são necessários investimentos “pesados” para dar condições ostensivas e de inteligência para o trabalho policial.

Ele defendeu os resultados de sua gestão na segurança pública de São Paulo, citando entre as ações positivas a prisão de sete “dos mais importantes” líderes das facções paulistas. 

“Atuamos em três estratégias: captura de criminosos, impedimento do uso de cadeias logísticas e impedindo a lavagem de dinheiro”, citou. 

O deputado afirmou que há membros e parentes de integrantes do PCC morando em Portugal e no estado norte-americano de Massachusetts, daí a preocupação do governo dos EUA com a temática. 

Ações federais 

André Garcia também defendeu a Lei Antifacção e disse que a base governista teve uma participação importante no Congresso Nacional na construção da nova legislação. 

“A partir da Lei Antifacção os estados terão condições de identificar as facções e não deixar que elas mandem nas cadeias. Nos presídios federais elas não mandam mais”, assegurou. 

Conexões 

Garcia citou entre as medidas de combate ao crime na área federal o monitoramento para saber quantos presos estrangeiros estão no sistema brasileiro e convênio com a Interpol para levantar quantos brasileiros estão encarcerados fora do país. 

“No Brasil já conseguimos mapear 3.400 presos estrangeiros; esse mapeamento é importante para quebrar possíveis vinculações entre esses criminosos dentro das estruturas do crime organizado”, explicou.  

Celulares 

André Garcia citou também que o governo federal declarou “guerra” contra o uso de telefone celular por criminosos, sendo que mais de 8 mil aparelhos já foram apreendidos. 

O secretário anunciou que o governo vai fornecer para os estados equipamentos capazes de rastrear contatos por celular entre indivíduos do crime e de escanear o solo para descobrir escavações utilizadas para fugas e outros tipos de delitos. 

Referência 

O coordenador-geral do evento, juiz e professor de direito Carlos Eduardo Ribeiro Lemos, avaliou como positiva a realização das palestras e debates dentro da programação do “Brasil sob Ameaça”. 

“Conseguimos trazer as pessoas mais importantes do país na área de segurança pública, do Judiciário, Ministério Público, do Legislativo e das polícias. E isso está dando uma grande luz nesse tema”, considerou.

Os debates contribuíram para a elaboração da “Carta de Vitória”, documento com as diretrizes e propostas levantadas a partir das colaborações dos participantes. 

Participação da Ales 

O Parlamento estadual esteve presente nos debates por meio de discurso do presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), durante a abertura do evento, na manhã de segunda-feira (27).

Também participou como debatedor na palestra “Rio de Janeiro – Exportador do Crime”, proferida pelo ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel.

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