Estreito de Ormuz está aberto e travessia exige autorização das forças militares do país persa

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Vice-chanceler do Irã afirma que “todos os navios que desejam passar precisam se comunicar com o Exército”- Foto: REUTERS/Amr Alfiky

O governo do Irã afirmou que o Estreito de Ormuz segue aberto, mas com regras para a navegação. Em entrevista à ITV News, o vice-ministro das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, declarou que as embarcações só podem atravessar a via após autorização das forças militares iranianas. As informações são do jornal O Globo com agências internacionais.

Segundo o diplomata, “todos os navios que desejam passar precisam se comunicar com o Exército”, em razão das limitações impostas pela situação de guerra. Ele acrescentou que “há restrições técnicas” relacionadas ao conflito e às medidas adotadas por Teerã durante os confrontos.

Apesar da liberação formal, o tráfego segue reduzido. Uma fonte iraniana ouvida pela agência TASS afirmou que o país permitirá a passagem de até 15 navios por dia, número inferior ao fluxo registrado antes da escalada militar.

Importância estratégica e restrições

O Estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao Oceano Índico, é uma das principais rotas energéticas do mundo. Cerca de um quinto do petróleo global passa pela região. Desde o começo do conflito, iniciado pelas agressões dos EUA e Israel em 28 de fevereiro, o corredor marítimo foi amplamente afetado, contribuindo para a alta nos preços internacionais do petróleo.

Khatibzadeh afirmou que as restrições também visam garantir a segurança das embarcações e das tripulações. “A passagem segura é garantida”, disse. Ele acrescentou que qualquer navio pode receber autorização, “desde que não haja comportamento hostil”.

Ainda assim, o controle imposto por Teerã impõe desafios logísticos. Antes da guerra, cerca de 130 embarcações cruzavam diariamente o estreito, o que indica uma redução significativa na capacidade de tráfego.

Cessar-fogo e tensões regionais

O tema da navegação está diretamente ligado ao cessar-fogo de 14 dias entre Estados Unidos e Irã, anunciado nesta terça-feira (7). Embora o acordo preveja a reabertura da rota, o fluxo marítimo permanece limitado.

Durante a entrevista, Khatibzadeh disse que “espera que possamos nos reunir em breve no Paquistão” para negociações com representantes dos Estados Unidos. Ele também afirmou que o Líbano integra o acordo de cessar-fogo e criticou os ataques israelenses no país, defendendo que Washington deve “controlar seu aliado”.

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