Equipes da Vigilância Ambiental continua no combate ao caramujo-africano em Marataízes

Por

Redação

Já faz alguns dias que a Secretaria de Saúde de Marataízes vem realizando o enfrentamento à proliferação do caramujo africano (Achatina fulica). O monitoramento da situação segue com equipes espalhadas pela cidade, tendo em vista que em alguns pontos de Marataízes a Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde tem registrado a presença do caramujo-africano, principalmente após períodos de chuva.

De acordo com o técnicos da Secretaria, é importante que a população saiba que o combate é simples e começa dentro do próprio quintal. O recolhimento do molusco deve ser feito com uso adequado de EPIs, como luvas e calçados. 

Após a coleta, o ideal é que os caramujos sejam queimados e as conchas quebradas, evitando que sirvam de criadouros para mosquitos. Cada caramujo pode colocar até 450 ovos durante a vida, o que favorece a rápida proliferação. Muitas pessoas utilizam apenas o sal, que elimina o molusco adulto, mas não destrói os ovos, que permanecem no ambiente e continuam o ciclo.

Manter quintais e terrenos limpos, sem entulhos e materiais que sirvam de abrigo, é fundamental. Se cada morador fizer sua parte, realizando a catação regular, conseguiremos reduzir significativamente a presença do molusco no município.

A Vigilância Ambiental monitora áreas públicas e órgãos municipais, realizando a catação manual de caramujos quando necessário. Porém, é importante reforçar que a limpeza e manutenção de terrenos e imóveis particulares são responsabilidades do morador ou proprietário. Locais com lixo, entulho e mato alto favorecem a proliferação do caramujo-africano. Manter o quintal limpo é uma medida simples e essencial para evitar a presença desses moluscos.

Mais cuidados

A limpeza de áreas onde a presença desses moluscos são detectadas é importante para a prevenção de doenças. Essa espécie – o Achatina fulica – transmite principalmente a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal, doenças causadas por parasitas (Angiostrongylus cantonensis e A. costaricensis) presentes no muco (gosma) do caramujo. A infecção ocorre ao ingerir alimentos contaminados, como verduras, sem higienização adequada.

A Vigilância Ambiental segue à disposição para orientações.

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