Eleições 2026: Tininho Batista se diz pronto para levar pré-candidatura a Deputado Estadual

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O ex-prefeito de Marataízes, Robertino Batista da Silva, conhecido como Tininho Batista, deu a largada para intensificar sua pré-campanha à Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), e está reforçando suas alianças políticas para disputa. Apesar de a Câmara Municipal de Marataízes ter rejeitado as suas contas referentes ao exercício de 2020, o que inicialmente resultaria em uma inelegibilidade de oito anos, o político sustenta que a jurisprudência atual protege a sua candidatura.

Sua última articulação no campo político, visando fortalecer sua base para uma eventual candidatura a Deputado Estadual em 2026, abre discussão sobre sua possível desfiliação do PSB, com indicação de que seu caminho seja o Mobiliza, antigo PMN. A mudança estratégica tem o aval do deputado Marcelo Santos, um de seus principais aliados políticos.

Tininho tem como aliado político o deputado Marcelo Santos

A relação entre Tininho Batista e o deputado estadual Marcelo Santos, presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo e que disputará uma vaga à Câmara Federal pelo União Brasil, é marcada por uma sólida aliança política e institucional voltada para o desenvolvimento da região sul do estado.

Durante a gestão de Tininho como prefeito de Marataízes, o deputado frequentemente participou ativamente de eventos e diálogos na região, reforçando a cooperação com lideranças locais, tendo como foco no Desenvolvimento Sulista, pois ambos defendem pautas voltadas para o fortalecimento do turismo e da agricultura no sul do Espírito Santo, visando o crescimento econômico integrado da região.

Tininho encara os bastidores pré-eleitorais, onde adversários buscam desqualificar sua pré-candidatura sob a alegação de que ele estaria inelegível, dado a reprovação de suas contas pela Câmara de Vereadores relativas ao ano de 2020.

Para o ex-prefeito, inevitavelmente esta será uma pauta discutida no âmbito jurídico. Ele aponta que sua condenação não se justifica, já que, em sua avaliação, não houve dano e nem dolo que configurassem improbidade no ato julgado pelos vereadores – “Não houve beneficiamento próprio. O que foi feito foi para valorizar os servidores municipais”, afirma, dizendo que estas práticas são feitas até os dias atuais.

O ex-prefeito em recente encontro com Rubens Moreira e filhos, diretamente ligados ao agronegócio no Sul capixaba

Enquanto aguarda definições judiciais, Tininho mantém-se ativo na costura de alianças, visando consolidar a sua base no litoral sul capixaba para a sua pretensão à Ales. Ele continua diariamente buscando apoios de lideranças políticas, empresariais e comunitárias para reforçar sua jornada – “Nossa região precisa de representatividade forte na Ales. Temos bons nomes aqui, mas a experiência administrativa e minha história política conta muito e não pode ser desprezada”, enfatiza o ex-prefeito.

Contexto das Contas e Inelegibilidade

Em novembro de 2025, os vereadores de Marataízes votaram (7 a 5) pela rejeição das contas de Tininho, seguindo o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES), que gerou uma inelegibilidade por 8 anos.

A decisão baseou-se em irregularidades no uso de recursos, especificamente relacionados com o desvio de finalidade ou uso irregular de royalties, o que é contestado pelo ex-prefeito.

Natureza da Irregularidade

Para que haja inelegibilidade, a justiça eleitoral deve confirmar que a falha foi insanável e que houve ato doloso de improbidade. Tininho classifica a decisão da Câmara como uma “interpretação política sobre um ato administrativo”, negando a existência de corrupção ou desvios intencionais – “Tanto não houve dolo, que a atual administração se utiliza dos mesmos meios para cumprir com o pagamento à servidores”, afirma o ex-prefeito.

Precedentes Jurídicos

Tininho e a sua defesa argumentam que a rejeição não o retira da disputa eleitoral com base em entendimentos de tribunais superiores.

O ex-prefeito aponta que há precedentes onde contas rejeitadas pelo legislativo não impediram candidaturas quando se tratam de erros formais ou decisões puramente políticas sem prova de dolo.

Ele cita recente casos de figuras políticas conhecidas, como a do ex-prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione, e do ex-prefeito de Anchieta, Marcos Assad, da ex-deputada e ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub, que puderam disputar os pleitos mesmo com as contas rejeitadas, mas que não ocasionaram dolo ou improbidade. Outro caso citado se refere ao do atual presidente da Câmara de Vereadores de Marataízes, Erimar Lesqueves, que também teve contas rejeitadas e ainda assim pôde concorrer nas últimas eleições.

Contexto Político e Eleitoral

Tininho já passou por legendas como o PDT (pelo qual foi eleito prefeito em 2020) e o PSB, partido do governador Renato Casagrande, a quem se mantém fiel e empenhado em sua ida para o Senado Federal. Tininho também tem se mantido aliado de Ricardo Ferraço para a disputa da sucessão de Casagrande no Governo do Estado.

Trajetória e Desafios

Tininho, que já foi vereador, vice-prefeito e prefeito por dois mandatos em Marataízes, busca consolidar sua liderança regional, apesar de enfrentar desafios jurídicos recentes relacionados à rejeição de contas de exercícios anteriores pela Câmara Municipal. Se seu intento será alcançado ou não, isto dependerá do entendimento das Cortes Eleitorais. Nós, de O Jornal, estaremos acompanhando atentamente o desenrolar desta peleja.

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