Mamífero foi visto na Praia de Santa Mônica e, na manhã de sexta-feira (6), apareceu em Ponta da Fruta. Instituto Orca acompanha o deslocamento e alerta para que a população mantenha distância.
Um visitante bastante incomum continua chamando a atenção de moradores e frequentadores das praias do Espírito Santo. O elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina), que foi filmado na Praia de Santa Mônica, em Guarapari, na quinta-feira (5), voltou a ser avistado nesta sexta-feira (6), desta vez em Ponta da Fruta, no município de Vila Velha.
O deslocamento do animal pelo litoral capixaba vem despertando curiosidade e movimentando as redes sociais, com registros feitos por moradores e banhistas. Antes de chegar a Vila Velha, o mamífero já havia sido observado em diferentes pontos da Serra e de Guarapari.
Passagem por três municípios
Os primeiros registros recentes ocorreram nas proximidades das falésias de Nova Almeida, na Serra, no domingo (1º). Posteriormente, o animal apareceu na Praia dos Adventistas, em Guarapari, na terça-feira (3), e voltou a ser registrado no município na quinta-feira (5), quando foi filmado na Praia de Santa Mônica e também em outros pontos do litoral.
Na manhã de sexta-feira (6), o elefante-marinho foi flagrado descansando na faixa de areia de Ponta da Fruta, em Vila Velha. O novo avistamento confirmou a continuidade de seu deslocamento pela costa capixaba.
Segundo informações divulgadas pelo Instituto Orca, trata-se de um animal jovem, com aproximadamente dois a dois metros e meio de comprimento. A instituição mantém equipes acompanhando sua movimentação e as condições de saúde.
A localização exata do registro em Vila Velha não foi divulgada pelo Instituto Orca, justamente para evitar a concentração de curiosos e situações que possam provocar estresse ao mamífero. Uma equipe foi encaminhada para acompanhar a ocorrência.
Animal precisa de espaço e tranquilidade

Apesar de despertar a curiosidade de moradores e turistas, o elefante-marinho é um animal selvagem e de grande porte. Os especialistas alertam que a aproximação humana pode provocar estresse e até desencadear reações defensivas.
A orientação é não tocar, alimentar ou tentar interagir com o animal. Também não se deve fazer barulho, cercá-lo, utilizar objetos para espantá-lo ou tentar empurrá-lo de volta para o mar.
Quando estiver descansando na areia, o correto é respeitar seu espaço e permitir que profissionais especializados acompanhem a situação.
O Instituto Orca informou que o animal continua sendo monitorado e que, até os registros anteriores, apresentava boas condições gerais, comportamento ativo e deslocamento adequado.
Como comunicar novos avistamentos
A população que encontrar o elefante-marinho ou outro animal marinho que necessite de acompanhamento deve entrar em contato com o Projeto de Monitoramento de Praias das Bacias de Campos e Espírito Santo (PMP-BC/ES), pelo telefone 0800 991 4800.
Em Vila Velha, a Prefeitura também informou que pode receber comunicações sobre a presença do animal pelo telefone 162.
A passagem do elefante-marinho por Serra, Guarapari e Vila Velha chama a atenção para a diversidade da fauna marinha e reforça a importância da convivência responsável com os animais silvestres. Mais do que registrar imagens, a recomendação é preservar a tranquilidade do visitante e permitir que ele siga seu percurso natural pelo litoral.
Curiosidades
O elefante-marinho-do-sul, como o animal avistado no litoral capixaba, costuma se deslocar predominantemente sozinho, principalmente quando está no mar, em busca de alimento ou durante suas migrações.
Mas existem períodos em que se reúne em grupos.
- No oceano: geralmente nada e percorre grandes distâncias individualmente.
- Nas praias para descansar: pode aparecer sozinho ou junto de pequenos grupos.
- Na reprodução: reúne-se em grandes colônias, com machos, fêmeas e filhotes.
- Durante a troca de pelagem: também pode formar agrupamentos nas áreas de descanso.




