Cientistas descobrem a causa da morte do monarca Luís XIV

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Luís XIV, o rei mais longevo da história da Europa — Foto: Reprodução/Wikipedia

Cientistas acreditam ter descoberto a verdadeira causa da morte de Luís XIV, rei da França que faleceu em 1715 e que era conhecido como Rei Sol.

O monarca morreu em 1º de setembro, apenas quatro dias antes de completar 77 anos, tornando-se o rei mais longevo da história europeia, tendo comandado a França de 1643 a 1715, dois anos a mais que os 70 anos de reinado da rainha Elizabeth II, do Reino Unido.

Embora a causa da morte do rei tenha sido registrada como gangrena, cientistas estudaram o seu coração mumificado e concluíram que ele morreu de outra coisa, segundo o jornal britânico reportagem no jornal francês “Le Parisien”.

Gangrena é a “morte do tecido corporal devido à falta de fluxo sanguíneo ou a uma infecção bacteriana grave”.

O Duque de Saint-Simon escreveu que o rei lidou com a doença “sem reclamar” e “observou com firmeza esse espetáculo de sua própria ruína”, segundo o “Times”.

Segundo a publicação, a equipe de pesquisadores acredita que a morte do membro da realeza começou com uma doença crônica de pele chamada cromoblastomicose, que é uma infecção sob a pele causada por fungos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A análise foi liderada pelo patologista Philippe Charlier, após ele e sua equipe terem recebido a aprovação dos descendentes de Luís XIV, Jean d’Orléans e Luís Afonso de Bourbon.

A infecção de pele era algo inédito na época, segundo a publicação, que também relatou que o rei sofreu muito durante as duas semanas que antecederam a morte.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após descobrirem material fúngico, e não os agentes bacterianos da gangrena, num fragmento do coração de Luís XIV, que está guardado na Basílica de Saint-Denis, em Paris.

“Ao analisarmos os resíduos de sangue ainda presentes ao redor do coração, percebemos que não se tratava de bactérias, mas sim de fungos”, comentou Charlier ao “Times”, acrescentando que a doença fúngica pode ter levado à septicemia, também conhecida como infecção generalizada.

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