Rodas de conversa, palestras, apresentações culturais e atividades educativas serão realizadas ao longo de novembro, com debates sobre racismo, identidade, resistência, saúde da população negra e igualdade no atendimento público.
A rede municipal de saúde de Cachoeiro de Itapemirim preparou uma programação especial durante o mês de novembro para marcar a luta pela Consciência Negra. As atividades serão realizadas em diferentes Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com o objetivo de ampliar o debate sobre a história, a identidade, a cultura e a resistência da população negra, além de abordar os impactos do racismo na saúde e a importância de garantir atendimento igualitário.
A agenda reúne rodas de conversa, palestras, atividades nas salas de espera, apresentações culturais e momentos de integração entre profissionais e moradores das comunidades. A proposta também é fortalecer a participação social, combater o preconceito e ampliar os espaços de escuta e valorização da população negra.
A programação começou com uma iniciativa voltada à qualificação dos profissionais da Atenção Primária. Enfermeiros e técnicos de enfermagem participaram, na quinta-feira (5) e sexta-feira (6), de um curso realizado na Multivix, com discussões sobre saúde da população negra e quilombola, políticas públicas, racismo e seus impactos na saúde mental, segurança alimentar e doença falciforme.
Entre os temas abordados estão os desafios enfrentados pela população negra no acesso aos serviços de saúde, a invisibilidade social de determinadas doenças e a necessidade de estratégias específicas de cuidado, respeitando as particularidades culturais e sociais de cada comunidade.
Programação nas comunidades
As atividades seguem durante todo o mês, envolvendo unidades de diferentes bairros e localidades de Cachoeiro. Confira o calendário:
Segunda-feira (9)
- 8h – Roda de conversa sobre Consciência Negra, na UBS Adonai Machado, no bairro Ibitiquara.
- 9h – Apresentação de grupo de dança regional e café compartilhado, na UBS Aquidaban.
Segunda-feira (16)
- 8h – Roda de conversa “Novembro da Consciência Negra”, na UBS Córrego dos Monos.
- A partir das 8h – Conversa na sala de espera com psicólogo, na UBS Novo Parque.
- 8h – Atividade sobre Consciência Negra e saúde do homem, na UBS Abelardo Machado.
Terça-feira (17)
- 8h – Conversa na sala de espera sobre Consciência Negra, na UBS Agostinho Simonato.
Quarta-feira (18)
- 8h – Roda de conversa com o psicólogo Gilberto Guimarães, na UBS Amaral.
Quinta-feira (19)
- 8h – Palestra “Consciência Negra – História, resistência e poder de existir”, no Salão da Igreja Católica de Itaóca Pedra, promovida pela UBS local.
- 8h – Roda de conversa com café da manhã compartilhado, na UBS Zumbi.
- Pela manhã – Palestra sobre saúde feminina, saúde masculina e igualdade racial.
Sexta-feira (20)
- Das 7h às 12h – Palestra sobre saúde da população negra, com o tema “Nossa história, nosso cuidado, nosso direito”, na UBS São Joaquim.
Segunda-feira (23)
- 9h – Roda de conversa com profissionais negros, na UBS Village da Luz.
Terça-feira (24)
- 8h – Conversa na sala de espera com psicólogo, nutricionista e profissionais da unidade, acompanhada de lanche compartilhado, na UBS União.
Quinta-feira (26)
- 13h30 – Roda de conversa sobre saúde da população negra, na comunidade quilombola de Monte Alegre.
- 13h30 – Roda de conversa sobre saúde da população negra, em parceria com o Cras, na UBS Pacotuba.
- 14h – Roda de conversa sobre conscientização negra, na UBS Gilson Carone.
Sexta-feira (27)
- 8h – Atividade sobre conscientização da saúde do homem, prevenção ao câncer de próstata e valorização da saúde da população negra, com destaque para a igualdade no acesso aos serviços, na UBS Conduru.
Saúde, respeito e igualdade
A programação busca aproximar os serviços públicos das comunidades e estimular discussões que vão além das questões culturais, incorporando também os desafios enfrentados pela população negra no atendimento à saúde.
A iniciativa destaca a importância de políticas públicas que considerem as desigualdades raciais, promovam a prevenção de doenças e assegurem acolhimento e assistência sem discriminação.
Ao levar as atividades para as unidades de saúde e comunidades quilombolas, Cachoeiro amplia os espaços de diálogo e reforça a importância de reconhecer a história, a contribuição e os direitos da população negra.





