Marcelo: informação e prevenção precisam fazer parte da vida dos homens / Foto: Natan de Oliveira
Presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo relembra experiência familiar e denuncia resistência dos homens em procurar atendimento médico; declaração ganha destaque durante a campanha Novembro Azul
Uma experiência dolorosa vivida dentro da própria família levou o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), deputado Marcelo Santos (União), a fazer um alerta sobre a prevenção do câncer de próstata e o preconceito que ainda impede muitos homens de cuidar da própria saúde.
Ao relembrar a morte do pai em decorrência da doença, o parlamentar trouxe novamente à tona uma declaração forte, que havia feito originalmente em 2013: “O preconceito matou meu pai”.
A mensagem voltou a ganhar repercussão nesta quinta-feira (5), quando Marcelo utilizou suas redes sociais para reforçar a importância da conscientização durante o Novembro Azul, campanha nacional dedicada à saúde masculina.
Segundo o deputado, sua ligação com essa causa não é apenas institucional. A perda do pai fez com que o combate ao câncer de próstata se tornasse também uma questão pessoal, reforçando sua defesa de iniciativas que estimulem a informação, a prevenção e a procura por assistência médica.
“Há anos abraço a luta contra o câncer de próstata, uma doença que infelizmente tirou a vida do meu pai. É uma causa que conheço de perto e que reforça minha convicção de que informação e prevenção precisam fazer parte da vida dos homens”, afirmou.
Preconceito ainda afasta homens dos consultórios
Marcelo Santos chamou atenção para uma realidade que continua preocupando profissionais da saúde: a resistência de muitos homens em procurar atendimento médico, seja por vergonha, desinformação ou preconceito relacionado aos cuidados com a saúde masculina.
“Ainda existe muito preconceito e resistência quando o assunto é cuidar da saúde masculina. Precisamos mudar essa realidade. O diagnóstico precoce pode salvar vidas, e nenhum homem deve ter vergonha de se cuidar”, destacou.
A declaração reforça a necessidade de superar barreiras culturais que fazem com que parte da população masculina adie consultas e investigações médicas, mesmo diante de sinais que exigem atenção.
Números mostram dimensão do problema
As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deverá registrar 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano no período de 2026 a 2028.
A doença é o tipo de câncer mais frequente entre os homens brasileiros, desconsiderados os tumores de pele não melanoma.
Um dos desafios é que, nas fases iniciais, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas. Quando aparecem, alguns sinais podem incluir dificuldade para urinar, diminuição da força do jato urinário, necessidade de urinar com maior frequência e presença de sangue na urina.
O Ministério da Saúde e o INCA orientam que homens com alterações procurem uma unidade de saúde para avaliação. A realização de exames deve ser discutida individualmente com profissionais de saúde, considerando os fatores de risco e os possíveis benefícios e riscos.
Novembro Azul: informação pode salvar vidas
O Novembro Azul busca ampliar o debate sobre a saúde masculina, estimular a quebra de preconceitos e incentivar os homens a manterem o acompanhamento médico.
Ao compartilhar sua história familiar, Marcelo Santos procura transformar uma experiência de perda em uma mensagem de conscientização, chamando atenção para a importância de não adiar os cuidados com a saúde.
A mensagem deixada pelo presidente da Assembleia é direta: “Prevenção não pode esperar!”
Mais do que uma campanha de um mês, o alerta é para que o cuidado com a saúde masculina faça parte da rotina durante todo o ano.





















