Regina Menezes Loureiro e Karyna Bahiense, durante entrevista ao podcast Lado B da Notícia, com o jornalista Basílio Machado
Cachoeiro de Itapemirim recebeu a visita de representantes do projeto Entrelaçadas, iniciativa cultural que vem conquistando espaço no Espírito Santo ao utilizar a literatura, a escrita e o artesanato como instrumentos de expressão, acolhimento e transformação social de mulheres.
As idealizadoras Claudia Sabadini e Regina Menezes Loureiro, acompanhadas de Karyna Bahiense, representante da Agência de Desenvolvimento e Inovação Sociocultural (Adecult), estiveram no município para apresentar a trajetória do projeto, compartilhar os resultados alcançados ao longo de 2026 e conversar sobre as experiências desenvolvidas com as mulheres participantes.
Durante a passagem por Cachoeiro, Claudia Sabadini participou de uma entrevista nos estúdios do podcast Lado B da Notícia, conduzido pelo jornalista Basílio Machado. Na conversa, foram apresentados os números e o alcance da iniciativa, que já conseguiu envolver mais de 500 mulheres em diferentes atividades.
Os resultados de 2026 incluem 32 oficinas, 42 encontros e um total de 120 horas de atividades, números que demonstram a dimensão do trabalho desenvolvido e a capacidade de mobilização da proposta.
Literatura e crochê como instrumentos de transformação

A jornalista e produtora cultural Cláudia Sabadini durante entrevista no evento
Idealizado pelas escritoras capixabas Claudia Sabadini e Regina Menezes Loureiro, o Entrelaçadas nasceu com a proposta de aproximar mulheres do universo literário e estimular a descoberta de novas possibilidades de expressão por meio da leitura, da produção de textos e do crochê.
A iniciativa vai além do aprendizado de técnicas artesanais ou do incentivo à leitura. A proposta é criar ambientes de convivência, troca de experiências e valorização das histórias individuais, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Durante as atividades, as participantes têm contato com obras de escritoras capixabas, exercitam a escrita e desenvolvem trabalhos manuais. A integração dessas linguagens permite que muitas delas descubram habilidades, compartilhem experiências e encontrem novas formas de expressar sentimentos e vivências.
O projeto também promove encontros literários com escritoras convidadas, rodas de conversa e atividades abertas à comunidade, ampliando o acesso à cultura e incentivando a participação feminina na produção artística.
Iniciativa encerrou primeiro ciclo e prepara novidades para 2027
O primeiro ciclo do Entrelaçadas foi desenvolvido em Vitória, tendo como referência a Casa Cultural Maria José Menezes, no Centro da capital. O encerramento ocorreu em outubro, com um festival que reuniu sarau literário, exposição de peças de crochê produzidas pelas participantes e apresentação musical.
Um dos momentos mais significativos foi o protagonismo das próprias mulheres atendidas pelo projeto, que tiveram a oportunidade de apresentar textos autorais e mostrar ao público os trabalhos confeccionados durante as oficinas.
A programação também contou com o espetáculo “O Som do Poema”, do projeto Versos & Canções, de Cachoeiro de Itapemirim, sob a liderança do maestro Adilson Dillem, aproximando a produção cultural da capital e do Sul do Estado.
A realização do Entrelaçadas é da Agência de Desenvolvimento e Inovação Sociocultural (Adecult), com patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e apoio da Casa Cultural Maria José Menezes.
Com os resultados alcançados, as idealizadoras e os representantes da iniciativa já trabalham na continuidade do projeto. A perspectiva é retomar as atividades em 2027, com novidades e novas possibilidades de ampliar o alcance da proposta para outras comunidades capixabas.
A passagem por Cachoeiro também reforça a aproximação da iniciativa com a produção cultural do Sul do Espírito Santo, região que participou do encerramento do primeiro ciclo por meio do trabalho artístico do Versos & Canções.
Mais do que números, o Entrelaçadas apresenta uma experiência em que cultura, criatividade e convivência se encontram para abrir oportunidades e dar visibilidade às histórias de mulheres que descobriram na arte novas formas de expressão.




















