A Prefeitura de Marataízes incentiva o Projeto Reflorestaízes, iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), escolhida finalista do Prêmio Biguá de Sustentabilidade na categoria Poder Público. O projeto une recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APP), agricultura familiar e educação ambiental.
Reconhecido pelo impacto transformador na restauração ecológica e na conscientização comunitária, o Reflorestaízes é desenvolvido junto a produtores rurais familiares, estudantes e a população do Município.
Promovido pela TV Gazeta Sul, o prêmio destaca as melhores práticas socioambientais e de preservação dos recursos naturais no Sul do Estado. O Projeto Reflorestaízes nasceu com o desafio urgente de mitigar o déficit histórico de cobertura florestal do município, que conta atualmente com menos de 6% de remanescentes da Mata Atlântica original, e conter o assoreamento de lagoas e demais corpos hídricos. Em resposta a esse cenário adverso, de solo arenoso e risco de déficit hídrico, o projeto estruturou uma metodologia participativa , superando abordagens meramente punitivas de fiscalização e estabelecendo uma rede integrada de preservação.
O próprio nome da iniciativa (Reflorestaízes) carrega a sua essência: aliar o reflorestamento à criação de raízes comunitárias e identitárias no território de Marataízes. A metodologia conecta três frentes indissociáveis:
Parceria com o Produtor Rural: A SEMMA realiza visitas técnicas e cadastramento voluntário de agricultores familiares. O projeto fornece assistência, mudas e insumos para o isolamento físico de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e nascentes contra o pisoteio de gado, enquanto os produtores assumem a corresponsabilidade no preparo do solo e nos cuidados essenciais de irrigação.

Educação Ambiental Contínua: aplicado à educação ambiental Formal e não formal, o programa envolve comunidades, alunos e educadores em sementeiras educativas, distribuição de materiais lúdicos (como histórias em quadrinhos e envelopes de sementes nativas, a exemplo do ipê-amarelo) e simulações com maquetes interativas que demonstram o impacto da erosão e a capacidade de retenção hídrica do solo.
Mapeamento e Ação Ecológica: Utilizando monitoramento botânico por drones e vistorias de campo, o projeto identifica pontos degradados prioritários, contemplando tanto bacias rurais e margens lacustres quanto faixas de vegetação de restinga na orla costeira.







